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No terceiro dia do Ramadã, tropas americanas matam oito no Iraque

Folhapress
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Bagdá - Tropas americanas mataram oito pessoas - quatro delas mulheres - depois de um pesado ataque surpresa a uma suposta residência de um terrorista a nordeste de Bagdá na manhã de ontem, informou o comando americano naquele país. Contudo, parentes das vítimas contestaram os americanos dizendo que seus familiares nada tinham a ver com grupos terroristas. “Este é um horrendo ato criminoso praticado por soldados americanos contra cidadãos iraquianos”, disse Manal Jassim, que perdeu seus pais e outros parentes no ataque.

A maior organização clerical sunita da região, a Associação dos Sábios Muçulmanos, condenou o ataque e classificou-o de “massacre terrorista”. Enquanto isso, o porta-voz chefe das forças militares americanas, William B. Caldwell, disse aos repórteres que houve um aumento na violência em Bagdá com a chegada do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, cujo início oficial foi na última segunda-feira.

Segundo Caldwell, os ataques suicidas alcançaram seu mais alto nível, apesar de não ter citado nenhum caso como exemplo. “Estamos percebendo um aumento nos ataques, conforme prevíamos. Os terroristas e grupos armados ilegais estão revidando para reforçar o descrédito no governo do Iraque”, disse.

Ele disse que assassinatos e execuções são, atualmente, a causa número um de mortes entre civis em Bagdá. Apenas ontem, os corpos de 15 pessoas encontrados em vários locais ao redor de Bagdá foram levados ao necrotério de Kut, a 160 quilômetros da Capital. Muitos apresentavam sinais de tortura e tinhas suas mãos e pés amarrados, enquanto cinco estavam decapitados.

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