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Alckmin chama presidente de ‘fujão’

Folhapress
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Rio - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou ontem em nota que o adversário petista, Luiz Inácio Lula da Silva, é “fujão” e “evita debate para não ter de explicar os escândalos” do "mensalão", dos sanguessugas, dos vampiros e do dossiê contra tucanos. Para o tucano, “o petista foge da discussão, ignora a opinião pública e se nega a explicar a corrupção em seu governo”. “Sabendo que sua atitude é vergonhosa, Lula só avisou a emissora (Rede Globo) no início da noite. O petista já havia fugido dos debates nas TVs Band e Gazeta”, afirma a nota.

Antes do debate, Alckmin fez campanha ontem no calçadão de Copacabana (zona sul do Rio) sob os gritos de “chega de cuecão, agora é Geraldão”, entoados apenas por seus próprios cabos eleitorais. Na frente do hotel Copacabana Palace, Alckmin falou sobre “uma grande operação tartaruga” na investigação da compra do dossiê que envolveria ele e o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, José Serra, no escândalo dos sanguessugas e disse que acredita no envolvimento de mais pessoas no caso.

“Triste é que, 13 dias depois, ninguém sabe quem são os donos das contas. Treze dias depois, não sabem quem é o dono do dólar. Treze dias depois, não sabem como é que o dólar entrou no País. A culpa disso é obvio que é do governo e dessa história de ter que deixar tudo para depois da eleição. O que tem a ver eleição com problema criminal?”

Segundo Alckmin, que não citou nomes, há mais envolvidos no escândalo. “Tem muito mais gente envolvida nisso. Até agora, só tem seis ou sete assessores do Lula, a direção do PT, a campanha toda do Lula, pegando do coordenador da campanha e presidente do partido, ao churrasqueiro, ao diretor do Banco do Estado de Santa Catarina e o diretor do Banco do Brasil”.

O candidato afirmou estar confiante de que haverá segundo turno. “Segundo o Datafolha, crescemos mais dois pontos e chegamos a 35%. É impossível com 35% não ter segundo turno. E mais, continuamos crescendo.”

Questionado sobre possíveis alianças num eventual segundo turno, Alckmin disse apenas que está “otimista”. “Seria deselegante com candidatos que estão trabalhando para chegar ao segundo turno especular agora com coisas à frente. Há um ditado que diz “só tire as sandálias na hora que chegar à beira do rio’, e vai ser assim”.

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