Economia & Negócios

3.º Feimob reúne oportunidade de negócios

Por Daiana Dalfito | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 3 min

O Festival Imobiliário de Bauru (Feimob) entra em sua 3ª edição com a promessa de alavancar negócios e oportunidades em seus cinco dias de duração. A proposta é movimentar a economia através do mercado de construção e imobiliário, levando a população a ter idéias mais elaboradas sobre a arquitetura e seus desdobramentos, além de novas e boas oportunidades de negócio.

Célia Aiello, diretora da Aiello Urbanismo, é pioneira na participação do festival e percebeu que o Feimob movimentou o mercado nos últimos dois anos, tendência que deve se firmar. “Creio no potencial do comprador e que a reunião de profissionais em empresas atrai negócios.” Na edição do ano passado, o movimento no estande da Aiello determinou 80% de sucesso na venda de seus lotes.

Da mesma opinião é Zeca Simonelli, vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e diretor regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “É importante reunir em um único momento empresas ligadas à construção civil, ofertando aos potenciais consumidores de Bauru imóveis em condições e preços diferenciados”.

Os expositores prepararam condições especiais de venda para fechar negócios, o que certamente ajuda toda a cadeia produtiva, como fabricantes de materiais e equipamentos, fornecedores e mão-de-obra especializada ou não.

Na avaliação de Simonelli, a presença de entidades como a Fiesp é importante para que as empresas se aliem aos profissionais e sindicatos que permanecem sob o guarda-chuva do órgão como Sindicato das Construtoras (Sinduscon). “É um incentivo a mais para o retorno lucrativo das empresas”, afirma.

O Feimob vai reunir pontos positivos para quem vende e para quem compra. Para aqueles que comercializam imóveis, o evento reúne ótimas oportunidades de parcerias e conquista de mercado. Já aqueles que procuram imóveis, será a chance de encontrar preços camaradas, informação e lazer.

Wania Pôrto, delegada do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci), está otimista em relação aos negócios. No Feimob, o Creci entrou como parceiro do Sindicato da Habitação (Secovi) para ajudar na orientação e verificação durante o festival.

“Bauru é pólo estudantil e agora pólo da construção civil e das imobiliárias. A cidade vai crescer muito pela instalação do novo aeroporto e do porto intermodal de Pederneiras, o giro de mercado será grande”, profetiza Wânia Pôrto.

Outro ponto importante é o incentivo à necessidade de construção de moradias na cidade, sejam elas para a população de baixa renda ou para as classes mais abastadas, todos precisam de novas moradas. “O festival terá imóveis para todos os gostos, bolsos e tamanhos para contemplar os visitantes”, salienta Pôrto.

A expectativa é de um público maior do que o ano passado, também pelo espaço mais amplo e por empresas ligadas direta e indiretamente à área imobiliária, agregando valores. Dessa forma também pensa Nelson Paschoalotto, proprietário do grupo de mesmo nome. “Todo festival é importante porque traz ao público as últimas inovações tecnológicas, de arquitetura, novos materiais e custos. É fundamental que as empresas tenham acesso a essas informações e possam melhorar seus quadros”, opina.

Exemplo disso é a integração entre as construtoras, incorporadoras e demais empresas da área da construção a grupos que prestem serviços de administração de condomínios e terceirização de serviços com mão-de-obra alocada. A cadeia de empregos gerada depende, em parte, do crescimento do mercado de construção em si, que, indiretamente, emprega mais pessoas.

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