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Para Aeronáutica, não há sobreviventes

Folhapress
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São Paulo - A Aeronática informou, na tarde de ontem, que até aquele momento, os militares envolvidos nos trabalhos de resgate do acidente com o Boeing 737-800 da Gol não encontraram indícios de sobreviventes.

O avião, que transportava 149 passageiros e seis tripulantes, caiu na tarde de anteontem. Trata-se do maior acidente da história da aviação brasileira. As equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram ao local onde foram encontrados os destroços da aeronave apenas na tarde de ontem, quase 20 horas após o provável horário da queda do avião da Gol no Mato Grosso.

Os pedaços do avião foram localizados por volta das 9h de ontem, em uma área de mata muito fechada, a 200 km do município de Peixoto de Azevedo. O acesso ao local foi feito a partir de uma clareira próxima. Uma vez no local, foram iniciados os trabalhos para abrir mais espaços na mata para permitir o pouso de outros helicópteros.

A dificuldade de acesso ao local do acidente reduz cada vez mais as chances de que as equipes de resgate localizem e resgatem possíveis sobreviventes. Mesmo assim, a FAB ordenou que o hospital de Peixoto Azevedo deixe médicos de prontidão para receber possíveis feridos.

Colisão

A informação sobre a colisão entre as aeronaves Boeing 737-800 da Gol e o jato Legacy, produzido pela Embraer e de matrícula americana, é “mera especulação”, declararam a Aeronáutica, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero (estatal que administra aeroportos) por meio de nota à imprensa.

De acordo com o comunicado, a investigação, que ficará a cargo da Aeronáutica e da Anac, é que vai apurar os fatores relacionados ao acidente ocorrido anteontem no Mato Grosso. Segundo informações não confirmadas oficialmente, o Legacy teria colidido com o Boeing 737-800 da Gol, que caiu na tarde de anteontem.

O vôo da Gol saiu de Manaus (AM) e seguia para Brasília, com 149 passageiros e seis tripulantes. Mesmo avariado, o jato Legacy conseguiu fazer pouso de emergência, sem feridos. De acordo com a assessoria da Infraero, ainda não há comprovação de que tenha havido colisão entre as duas aeronaves.

A nota conjunta informa que foram criados dois gabinetes de gerenciamento de crise, um em Brasília e outro no campo de provas de Velloso, na Serra do Cachimbo, ao sul do Estado do Pará - próximo ao local do acidente.

Diretores da Anac e da Infraero estão trabalhando em conjunto com a Aeronáutica para acompanhar os desdobramentos do acidente.

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Operação na selva

• O resgate - A equipe de buscas avistou os destroços em uma área da fazenda Jarinã dentro da Reserva Indígena do Xingu. A área fica entre duas aldeias indígenas Como a região é de mata densa, a equipe desceu dos helicópteros da FAB por meio de rapel (cordas)

As equipes, compostas por cerca de 300 pessoas, entre militares e civis, estão abrindo espaço no local para a chegada de caminhões frigoríficos, que deverão carregar os corpos para uma base militar próxima.

Segundo a FAB, os detroços foram achados concentrados, o que indica que o avião caiu na vertical (de bico no chão). Há portanto, poucas chances de haver sobreviventes

• Serra do Cachimbo - A Serra do Cachimbo está localizada numa zona de transição entre o domínio do bioma Amazônia e do cerrado.

A região abriga uma rica e quase desconhecida biodiversidade. O clima alterna uma estação chuvosa, de novembro a abril, quando os rios enchem, e um período de seca nos meses restantes.

Na década de 80, o governo militar escolheu a área para fazer instalações subterrâneas para testes militares. Mas o projeto acabou enterrado dez anos depois, pelo presidente Collor Apesar do fim do projeto, há no local bases militares, para fins de exercícios.

O Parque Nacional do Xingu, onde foram achados destroços do Boeing, é habitado por 14 povos indígenas, somando 4.043 indivíduos em 2002 Fonte: Instituto Socioambiental.

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