São Paulo - O senador Eduardo Matarazzo Suplicy conseguiu hoje seu terceiro mandato de oito anos como representante de São Paulo no Senado. Com 99,71% das urnas apuradas, Suplicy aparece com 47,83% dos votos válidos e não será mais alcançado por seu principal concorrente, Guilherme Afif Domingos (PFL), que tem 43,69%. Em seguida aparecem a pemedebista Alda Marco Antônio (4,95%) e a pedetista Elza (1,04%).
Suplicy, 65 anos, continuará a representar São Paulo junto com Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PFL), que ainda possuem mais quatro anos de mandato. Neste ano, a eleição para o Senado foi o tempo todo liderada por Suplicy. O senador informou que arrecadou mais do que gastou pela primeira vez e que não teria tido nenhuma despesa com material impresso. Seus maiores doadores de campanha foram o banco Itaú (R$ 150 mil) e a Embraer (R$ 100 mil).
Descendente da tradicional família Matarazzo, Suplicy formou-se em administração de empresas e economia, tem mandatos de deputado estadual, deputado federal e vereador. No Senado, sempre foi defensor do programa de renda mínima e destacou-se também pela participação em CPIs. Casou-se com Marta Suplicy em 1964 e teve três filhos: João, André e o cantor Supla. O casal se divorciou em 2003. Marta voltou a casar-se com Luís Favre. Já Suplicy namora a jornalista Monica Dallari.
Fernando Collor
O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRTB), que disputava uma vaga ao Senado, vai voltar a Brasília ocupando a vaga que era da senadora Heloísa Helena (PSOL).
Ontem, ao votar, Collor disse estar preparado para voltar a Brasília. Em 1992, ele teve os direitos políticos cassados pelo período de oito anos pelo Senado. Ele tentou se eleger para o governo de Alagoas, em 2002, mas não conseguiu. O ex-presidente votou pouco depois das 9h, no colégio Imaculada Conceição, no bairro Pajuçara, em Maceió, acompanhado por assessores e pela mulher, a arquiteta Caroline Medeiros, 29 anos. Collor aguardava na fila para votar, mas um mesário pediu que passasse na frente para evitar tumulto.
Pela primeira vez nestas eleições, o ex-presidente respondeu a algumas perguntas. Defendeu a realização de uma reforma política que, segundo ele, acabasse com a supremacia do Poder Executivo sobre o Legislativo.