O que chamou a atenção de forma bastante negativa na eleição de ontem foram os “santinhos” de candidatos espalhados pelas cidades da região. A lei eleitoral proibiu fixação de placas nos postes, faixas e muros pintados com propaganda, brindes, camisetas e cavaletes. Os partidos despejaram suas baterias imprimindo e distribuindo folhetos com caras e números das candidaturas estampados.
A votação exigiu do eleitor jogo de cintura para não misturar números de cinco votações: deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente. Atentas para o elevado número de votações a que seria submetido o eleitor, as candidaturas produziram folhetos com a “cola” eleitoral. Se de uma forma o material foi útil também produziu toneladas de lixo jogados nas ruas, calçadas e até em áreas internas dos locais de votação.
Poupada pela proximidade com cartório eleitoral, a Emef Pádua Salles, zona eleitoral 63 em Jaú, foi um dos poucos pontos entre as 195 sessões, distribuídas em 26 pontos do município, em que não havia o tapete de sujeira.
No final da manhã de ontem, quem circulava pelas ruas fazia malabarismo para adentrar à escola EEPSG Benedicto Montenegro, no bairro Pedro Ometto, em Jaú. Com a chuva, o papel ia se dissolvendo sendo compactado pela passagem de milhares de pessoas que circulavam na escola. A rua de aclive dificultava porque só se podia circular a pé, já que as vias no entorno do colégio estavam interditadas pela Justiça Eleitoral. Quem descia da parte alta, tomava cuidado redobrado para evitar um tombo.
Em Macatuba, na avenida Coronel Virgílio Rocha, a frente da EE Fernando Valezi, apresentava uma da faixas da pista totalmente coberta pelos “santinhos”, que o vento ajudava espalhar já que não chovia e o tempo apenas permaneceu nublado na cidade pela manhã.
Na Emei Luiz Zillo, em Lençóis Paulista a rua também estava forrada pelos panfletos de candidatos.