Apenas 29 eleitores tinham votado na 3a seção, da 23a Zona Eleitoral, quando a urna eletrônica apresentou problemas, às 8h45. Em seguida, começou a correria para substituir a urna na escola Ernesto Monte, na praça Cerejeiras, que só terminaria às 13h, quando finalmente foi trocada. Na primeira vez que o juiz eleitoral João Thomaz Dias Parra foi acionado, a urna voltou a funcionar meia hora depois que os técnicos intercederam. Uma nova urna foi levada até o colégio, mas não foi necessária sua utilização.
A urna travou mais duas vezes e finalmente foi substituída, por volta das 13h, quando a fila já começava a atrapalhar a votação em outras seções. De acordo com o juiz eleitoral, o procedimento foi normal, já que a orientação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) era de trocar a urna apenas na impossibilidade de conserto do equipamento original.
Na primeira vez que a urna apresentou defeito, o aposentado Elvaldo Giraldis de Carvalho seria o próximo eleitor a votar. O equipamento falhou exatamente na hora que ele iria registrar os votos, o que irritou bastante o eleitor. Segundo ele, os mesários pediram para que ele teclasse os números devagar. “Eu teclo do jeito que quiser”, reclamou. O juiz João Parra contornou a situação, dizendo para Carvalho que ele poderia votar da forma que ele quisesse.
Já a secretária Maria Tereza estava mais calma. Esperou quase uma hora para votar, mas se conformou. “Já estou há 45 minutos na fila e ainda vou trabalhar”, disse. A comerciante Eliane Aparecida França de Andrade, que ficou mais de duas horas na fila, questionou a importância de esperar tanto. Ela afirmou que só ficava na fila porque o voto é obrigatório. “Não vale a pena o esforço, mas a gente é obrigado a votar”, ressaltou.
Depois que a urna foi substituída, não houve mais problemas nem a necessidade de votação manual. A Justiça Eleitoral registrou apenas mais um caso de defeito no equipamento na cidade, mas a urna foi trocada e a eleição transcorreu normalmente.
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Boca-de-urna
A Justiça Eleitoral registrou duas denúncias de boca-de-urna no dia de ontem. Um dos casos envolveria um policial militar em serviço. No entanto, o juiz João Thomaz Dias Parra e o promotor eleitoral Libório Nascimento mantêm a cautela ao falar do assunto. “Recebemos essa denúncia de um eleitor e encaminhamos ao Ministério Público, que vai apurar”, disse Parra.
Nascimento também foi cauteloso ao falar sobre o assunto. Segundo ele, o denunciante, que não foi identificado pelo promotor, arrolou testemunhas ao fazer a denúncia. Ele prevê dificuldades porque o denunciante não anotou o número da viatura onde estaria o policial. “A partir de amanhã (hoje) vamos começar a ouvir as testemunhas. Vamos apurar com cuidado e, se for comprovada a prática de boca-de-urna, os envolvidos deverão responder”, frisou.
Outra denúncia, ainda não confirmada, foi feita por uma eleitora, que ao chegar para votar no colégio São José, teria flagrado uma revista na seção eleitoral fazendo menção a candidato. A eleitora registrou Boletim de Ocorrência, mas não formulou denúncia à Justiça Eleitoral. “Fiquei sabendo que houve um fato desses, mas não chegou nada para mim”, afirmou Parra.