Limpar a sujeira nas ruas deixada pelos “santinhos” dos candidatos no primeiro turno das eleições ainda vai dar muito trabalho. Ontem, somente a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) recolheu ao todo 53 sacos de lixo (de 100 litros cada) em quatro escolas: Rodrigues de Abreu, Sesi, Ernesto Monte e Colégio São José. O material, que não chegou a ser pesado, será enviado à cooperativa de produtos recicláveis do Jardim Redentor.
Funcionários da Secretaria de Administrações Regionais (Sear), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e da Secretaria de Obras também fizeram um mutirão de limpeza na cidade, mas o resulltado só será divulgado hoje pela assessoria de imprensa da prefeitura. Os trabalhos devem continuar hoje na região central e nos bairros próximos a locais que tiveram votação no domingo.
Além da sujeira, outra preocupação era com a chuva da noite de anteontem, após a eleição. “Provavelmente, muitos papéis que estavam no chão caíram nas bocas-de-lobo”, afirma o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito. Mas o secretário da Sear, Nélson Fio, disse que os funcionários estariam atentos ao problema. “Se for necessário, faremos a limpeza adequada nas bocas-de-lobo”, garante.
O material recolhido não poderá ser reciclado, segundo Fio. “A chuva deixou os papéis inutilizados”, explicou. Todo o material é encaminhado ao aterro sanitário.
Mas o catador José Raimundo Nunes garante que as eleições vão render alguns trocados. “No domingo à noite, consegui recolher 30 quilos de papel. Mesmo molhado, consigo vender pelo mesmo preço”, garante. O catador disse que recebe R$ 0,03 por quilo de papel.
O funcionário da Emdurb que trabalha na varrição Rubens Aparecido Gomes dos Santos acredita que a quantidade de papel recolhida neste ano foi superior à eleição passada. Além disso, a chuva dificultou a varrição. “A gente tem que fazer muito mais força do que o normal para conseguir tirar os papéis que ficaram grudados no chão”, diz.
O aposentado Jeferson Savi Brito mora próximo de um colégio eleitoral há dez anos. Quando abriu a janela de sua casa, no domingo de manhã, assustou com a quantidade de papéis jogados na rua. “A chuva já levou muitos papéis, mas mesmo assim continua muito sujo”, afirma.
Na praça Cerejeiras, os funcionários da prefeitura também tiveram dificuldades para recolher os papéis. Usando carriolas, eles conseguiram amontoar o lixo. O confeiteiro Hélio Marques observou o trabalho. “A panfletagem deveria acabar porque é muito desperdício de papel”, opinou.
As escolas que serviram como colégio eleitoral para votação no domingo voltaram às aulas normalmente ontem. Na Christino Cabral, a diretora Maria Helena Campagnucci dividiu grupos para trabalhar antes, durante e após as eleições. No domingo à noite, por exemplo, eles colocaram as carteiras de volta em seus lugares. “Como organizamos tudo direitinho, conseguimos cumprir o prazo. Hoje (ontem), às 7h, os alunos já estavam tendo aula normalmente”, diz.