Tribuna do Leitor

À sra. Ana Lellis Krupellis


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Pode-se constatar através da leitura de muitos estudos sobre Leishmaniose Visceral que não existe uma “fórmula mágica” para se combater a doença. O controle efetivo da leishmaniose só será conseguido através de ação conjunta do poder público e da população, adotando-se uma série de medidas conjuntamente, pois isoladas nenhuma delas surte efeito.

“Estudos matemáticos sobre o controle da leishmaniose visceral indicam que a opção pela eliminação de cães deveria ser em escala de importância, a terceira medida adotada.... Estudos de modelagem matemática demonstram que o combate ao vetor deveria ser a primeira estratégia de controle da leishmaniose visceral humana, seguido pela busca da redução da susceptibilidade, através da melhoria do status nutricional de crianças e da busca de vacinas para cães e humanos.” (Dr. Vitor Márcio Ribeiro - Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais).

Quanto ao uso da coleira repelente, informando-se com um médico veterinário ou com a empresa que a produz, a sra. verá que ela não apenas protege o cão, mas sim evita que esse cão seja picado pelo mosquito-palha, não tornando-se portanto um reservatório para a doença e, conseqüentemente, não irá transmitir a doença ao homem. Ou seja, protegendo o cão do mosquito com a coleira, o homem não será contaminado.

“Com relação às medidas de prevenção, destaca-se a utilização de coleira impregnadas com deltametrina 4%, que é indicada como medida de proteção individual para os cães contra picadas de flebotomíneos (Killick-Kendrich 1999), devendo ser utilizada ininterruptamente e trocada a cada 4 meses. Em larga escala, quando utilizadas em experimento populacional controlado, seu emprego mostrou resultados promissores quanto à efetividade na redução da prevalência canina e incidência humana.” (Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Est. de São Paulo - Secretaria da Saúde - pág. 58)

Já que a Prefeitura de Bauru não tem condições financeiras de nos proteger colocando essas coleiras gratuitamente em todos os cães, ela, pelo menos, deveria fazer uma ampla campanha de divulgação para que a sra. e toda a população da cidade possam conhecer a eficácia desse método protetor contra a doença, incentivando a todos que possuam cães a utulizá-las, ajudando a fazer um controle real da leishmaniose, juntamente com a limpeza dos quintais e terrenos, métodos educativos, pulverização periódica de locais com mais incidência de casos humanos e o sacrifício dos animais já infectados.

Dinéia Rasi Baptista - RG 6.343.249

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