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PF inicia apuração sobre delegado que divulgou fotos do dinheiro do dossiê

Folhapress
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São Paulo - O comando da Policial Federal (PF) de São Paulo abriu ontem dois procedimentos para investigar o delegado Edmilson Pereira Bruno, 43 anos, responsável pela divulgação das fotografias do dinheiro apreendido, em oposição à determinação da própria corporação. Bruno, que tem dez anos como delegado da PF, será investigado em um inquérito penal e em um procedimento administrativo disciplinar.

No inquérito, que será presidido por um colega de Bruno na PF, cujo nome não foi revelado, será investigado se o policial cometeu crime de quebra de sigilo profissional ao relevar informação considerada sigilosa. No procedimento administrativo disciplinar, uma comissão de delegados ligados à Corregedoria da Polícia Federal irá investigar se o delegado Bruno cometeu infrações administrativas, como quebra de hierarquia e desobediência.

A reportagem apurou que o procedimento criminal, previsto para ser concluído em menos de 30 dias, não deverá indicar nenhum crime. Tecnicamente, a divulgação das fotografias não é considerada quebra de segredo profissional -a informação sobre a apreensão de R$ 1,7 milhão já era conhecida. O sigilo recai sobre documentos e informações do inquérito. No caso do procedimento administrativo disciplinar, o delegado Bruno pode ser punido com a suspensão temporária do cargo.

A pena de expulsão, medida extrema, dificilmente poderá ser aplicada. Após ser informado dos procedimentos instaurados pela superintendência da PF, o delegado se defendeu: “Se me julgarem culpado, 80% dos policiais federais terão de responder pela mesma coisa. Sempre houve vazamento de informação”, afirmou.

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