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Basquete: Estadual em conflito com Nacional

Folhapress
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São Paulo - O Campeonato Paulista Masculino de Basquete, que começa hoje, pode representar sério obstáculo às pretensões da Confederação Brasileira de Basquete de resgatar a força do Nacional. O Estadual foi estendido até março, encavalando com a competição da CBB, marcada para ter início no mês que vem. Para dificultar ainda mais a situação de quem optar pelos dois torneios, a Federação Paulista ainda marcou jogos duas vezes por semana (quarta ou quinta e sábado ou domingo).

“Não dá para disputar os dois ao mesmo tempo. A solução seria adiar o início do Nacional para janeiro. Mas não sei se as equipes dos outros Estados irão concordar”, teme Cássio Roque, dirigente do Limeira.

Uma reunião para definir detalhes do Nacional está marcada para sexta-feira, em São Paulo. “Vejo pouco interesse dos clubes em jogar o Nacional por causa dos gastos”, afirma Toni Chakmati, presidente da FPB.

Até agora, só cinco manifestaram interesse no torneio da CBB: Franca, Limeira, Araraquara, Rio Claro e Paulistano. É um revés e tanto para a entidade, que no Nacional-06 teve a adesão de nove times do Estado, além do Limeira, que, inscrito, abriu mão da disputa. “Virou uma bagunça. Nós vamos nos reunir no fim de semana para decidir sobre isso aí”, conta Paulo Silas, presidente do Franca, sobre a viabilidade de participar do Nacional.

Para Franca e Rio Claro há um problema adicional: as duas equipes devem participar da Liga Sul-Americana de clubes - a CBB ainda não indicou os representantes nacionais. O alto custo do último Brasileiro quebrou dois clubes paulistas: Bauru e Americana. Ambos estão fora do Estadual. Descontente, Ribeirão fechou o time adulto. Assis passou por sufoco financeiro. Santo André e Pinheiros acertaram uma parceria para sobreviver.

Felizmente, o Estadual foi reforçado por clubes que atuaram na Nossa Liga, torneio dissidente da CBB. É o caso de novatos (Guarujá e São João da Boa Vista) e de veteranos (São Caetano, Hebraica e São Carlos). A disputa também terá a volta do São José dos Campos, bicampeão em 1980 e 1981. A fórmula prevê dois turnos, com todos os times se enfrentando. Os oito melhores disputam os mata-matas até a final.

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