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Wagner quer expulsão de ligados ao dossiê

Folhapress
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Brasília - Um dos conselheiros mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro e governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, disse ontem que todo o episódio do dossiê dos petistas contra os tucanos foi uma “armação”. O que, no entanto, não exime de responsabilidade os culpados, que, para Wagner, têm de ser expulsos do partido.

“Só um bobo que acredita em Papai Noel para achar que, a uma semana, dez dias da eleição, aquilo não era claramente uma armação. Essa é a minha intuição. Acho que armaram, o que não tira a culpa de quem caiu na armação, porque se dispuseram a ir se relacionar com um marginal para comprar dossiê”, disse Wagner, após um encontro com Lula ontem.

Wagner afirma que o caso teve influência na eleição e que os envolvidos “terão de pagar”. “Não quero saber se era amigo, se era homem de confiança, o que era. Quem estiver fora da conduta cai fora.” Ele classificou o episódio de abominável “É claro que as pessoas se assustaram com aquela revelação, na minha opinião Operação Tabajara 2, nunca vi uma coisa tão medíocre. (...) É abominável e essas pessoas terão de pagar pelo que fizeram e por mais um prejuízo à imagem do partido”, disse o petista.

O ex-ministro diz que não defendeu especificamente a saída de Ricardo Berzoini da presidência do PT, mas que o partido passará por reavaliação após as eleições, inclusive da sua direção. Ao ser questionado se Berzoini tem de sair, o ex-ministro respondeu que “essa decisão se toma ao final de uma investigação”. Mas disse que não citou ninguém nominalmente, “porque seria leviano”.

Para ele, porém, os envolvidos devem deixar o partido. “Aqueles que saíram de um código de procedimento e de conduta não têm por que se manter no partido. Se alguns não estão contribuindo para fortalecer aquilo que é mais caro ao PT - e aí não tem meia verdade, ou se trabalha num padrão de comportamento ou se sai dele.”

Já o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) voltou a defender a posição de o PT passar por “profunda renovação”. “Certamente o PT fará reciclagem política interna.” Após o segundo turno, o partido deve fazer uma análise da ala paulista, apontada por petistas de fora de São Paulo como o epicentro dos problemas.

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