Internacional

Bush pede investigação sobre escândalo sexual envolvendo um congressista

Folhapress
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Stockton - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem estar “chocado” com o escândalo protagonizado pelo legislador republicano Mark Foley, que enviou e-mails com mensagens sexuais explícitas a bolsistas adolescentes.

Bush afirmou estar “enojado” com o comportamento de Foley, que renunciou na última sexta-feira, após doze anos na Câmara. “Fiquei chocado e consternado ao saber do comportamento inaceitável do congressista Foley”, afirmou o presidente. “Esta revelação me enoja. Foley violou a confiança dos cidadãos que o elegeram para o cargo”, afirmou o líder americano durante visita à recém-inaugurada escola George W. Bush, em Stockton, na Califórnia.

Bush expressou seu apoio ao pedido do presidente da Câmara de Representantes, o republicano Dennis Hastert, para que se efetue uma investigação sobre os fatos. “Este trabalho deve ser minucioso. Qualquer violação da lei deve ser levada à Justiça”, afirmou o presidente.

Embora legisladores democratas tenham pedido a renúncia de Dennis Hastert, por considerar que os republicanos acobertaram o comportamento de Foley, Bush expressou confiança no presidente da Câmara, a quem descreveu como “um pai e um mestre”. Hastert defendeu ontem sua atuação no caso, e afirmou que não irá renunciar.

Escândalo

Foley, que representava um distrito do sul da Flórida, renunciou a seu cargo na sexta-feira, após a divulgação de uma série de mensagens eletrônicas de conteúdo sexual explícito enviadas a bolsistas adolescentes do Congresso.

Foley, um republicano da Flórida conhecido por lutar contra o abuso sexual de menores, co-dirigiu o comitê do Congresso para Meninos Desaparecidos e Explorados, e recentemente propôs uma lei para reduzir a pornografia infantil na Internet. Anteontem, ele anunciou sua internação em uma clínica de reabilitação para alcoólatras.

O escândalo representa um golpe inesperado nas pretensões republicanas, que pensavam iniciar sua campanha eleitoral focada e nos avanços na luta antiterrorista e na segurança nacional.

Anteontem, Hastert denunciou as mensagens “vis e repulsivas” enviadas por Foley a adolescentes que trabalhavam para congressistas. O presidente da Câmara e outros republicanos são acusados de saber do comportamento de Foley com as estudantes há vários meses.

No domingo, o FBI (polícia federal americana) abriu uma investigação para determinar quantos e-mails foram enviados e quais adolescentes poderiam cooperar com o caso.

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