Economia & Negócios

Variação de preços confunde consumidor

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

O valor da cesta básica se manteve estável durante todo o ano. No entanto, os consumidores não se atentam às variações de preços dos produtos que consomem e no peso que cada um deles tem em relação ao montante total da compra. Esse motivo, aliado às promoções, é o que leva a população a ter a sensação de alta nos preços, conforme matéria publicada anteontem, pelo JC.

“A percepção do consumidor é verdadeira. A média da pesquisa é ponderada. Ele compra alguns produtos, repara que pagou mais caro do que no mês anterior, mas, geralmente, não se atenta ao peso de cada item no montante geral e às baixas de preço de outros produtos”, explica o economista Reinaldo Cafeo, coordenador do instituto de pesquisas Data-ITE, que mensalmente analisa os valores da cesta básica na cidade.

Isso foi comprovado na pesquisa divulgada anteontem pelo instituto. Os itens de alimentação, presentes em maior quantidade na cesta básica, tiveram queda de preço e impediram que o valor total da cesta aumentasse, mesmo com as altas dos produtos de limpeza doméstica e higiene pessoal, que têm representatividade menor.

Um exemplo seria o arroz, que teve alta isolada de 10,8% e impacto no total da cesta, comparado com o restante dos produtos, de 0,96%. O extrato de tomate se manteve estável. Já o óleo de soja teve queda isolada de 11,1%, com peso de 0,5% no total, assim como outros itens que ajudaram a manter o valor final estável.

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