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Sem medo, pai denuncia abusos sofridos por filho na unidade

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Revolta. Foi esse o sentimento que surpreendeu o viúvo Silas Aparecido Moreira, quando soube que seu filho havia apanhado na unidade de Bauru da Febem. “Ele e mais 26. Foram punidos porque escreveram na lousa “paz, liberdade e justiça”. Acharam que eram do Primeiro Comando da Capital (PCC)”, comenta.

Ele conta que no isolamento, depois do espancamento, os adolescentes foram obrigados a tirar a roupa e a ficar de quatro, caminhando como cachorros. “Ele estava até urinando sangue. Falei com o diretor. Fizeram uns exames e não deu nada”, conta Silas.

No entanto, o procedimento médico foi realizado pelo menos 15 dias após a agressão. “Fui na OAB, no Ministério Público e falei com o diretor (da unidade) de Iaras”, conta. Fez isso porque soube que, em caso de denúncias, os meninos são transferidos para lá. “Não tenho medo de ameaças. Meu filho começou a andar em má companhia (e foi internado por tráfico)”, comenta.

Piores dias

Internado sob a acusação de ter assaltado um ônibus a mão armada, um rapaz que saiu da unidade há um mês conta que passou os piores dias da vida na unidade. “Toda semana alguém apanha. Bateram muito. Não contava para a minha mãe para não preocupá-la”, conclui.

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