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Animação ‘O Bicho Vai Pegar’ tem bons personagens e trama fraca

Por Alexandre Matias | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nos anos 1970, eram os filmes policiais; nos anos 80, as comédias adolescentes e os filmes de ação; na década de 90, comédias românticas e os filmes sobre a geração X. Agora, o formato trivial de Hollywood para as massas volta a ser o “filme para a família”, graças à popularização da animação em computação gráfica.

Antes da Pixar entrar na brincadeira com “Toy Story” (1995), a Disney monopolizava o mercado e dividia as possibilidades da animação entre filmes sérios ou infantis. “O Bicho Vai Pegar”, que estréia hoje em Bauru, pertence exatamente a esse cânone inaugurado pelo estúdio idealizado por Steve Jobs. O longa de Roger Allers (diretor de “O Rei Leão”) e Jill Culton (o roteirista de “Monstros S/A”) segue a fórmula: contar uma história simples e com uma conclusão a respeito da tolerância com personagens bem-humorados que miram diferentes faixas etárias com textos e subtextos bem escolhidos e exuberância visual.

E, como quase todos as animações depois de “Toy Story”, o filme mais bate na trave do que acerta no gol. É a história de Boog, um urso pardo que vive com sua dona em uma pequena cidade à beira de uma floresta canadense. Até que um dia sua dona percebe que tem de devolvê-lo ao seu habitat natural, mesmo colocando em risco a vida do animal - já que a temporada de caças começa em três dias. No meio do caminho, Boog encontra o cervo Elliot, e os dois têm de encontrar o caminho da cidade antes de os caçadores chegarem.

E a história não caminha mais do que isso. Os personagens, por outro lado, são ótimos. Os melhores exemplos estão escondidos na floresta - castores engenheiros, um general esquilo, patos franceses, um casal de exploradores e seu cão basset, além do ótimo e caricato caçador Shaw.

“O Bicho Vai Pegar” tem destino e alvo certo, longe das telas do cinema. É na TV -provavelmente nos canais infantis pagos- que o filme pode chamar alguma atenção ou criar seu séquito de fãs.

No escuro do cinema, é só uma desculpa para não tão jovens casais passearem com os filhos e os adolescentes farrearem com os amigos.

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