O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, afirmou que as reformas política e trabalhista devem ser prioridade do próximo governo. Para ele, as duas reformas são fundamentais, mas a tributária tem um peso muito maior porque envolve o setor produtivo. “Há necessidade de mudar a estrutura tributária brasileira. De um lado para diminuir a carga tributária para quem produz, para quem gera emprego e renda, e aumentar a carga tributária para quem vive de aplicação financeira”, salientou
De acordo com Santos, ao mexer na estrutura tributária, o governo vai impedir que se mexam com os direitos dos trabalhadores, flexibilizando a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). “Precisa reduzir custo das empresas, mas não cortando salário e benefícios, como as pessoas colocam, mas diminuindo a carga tributária. O maior custo dos empresários não é com o 13o salário, fundo de garantia, férias e previdência, mas com burocracia e impostos”, afirmou.
Nesse sentido, a reforma trabalhista proposta pela central é de ampliação dos direitos trabalhistas para quem não tem e não o contrário. “É preciso privilegiar aquele que gera emprego, a partir daí você começa a mudar a lógica de que mexendo nos direitos dos trabalhadores você vai gerar emprego”, salientou.
Reforma sindical
Outra reforma importante destacada por Santos é a sindical, para mexer na estrutura da organização dos sindicatos no país. “Nós vivemos uma situação que é impossível manter uma estrutura sindical como essa, sem liberdade e autonomia sindical e sem liberdade de organização no local de trabalho”, destacou.
Segundo ele, com a estrutura atual os sindicatos ficam sem representatividade, já que uma parcela dessas entidades só pegam o dinheiro dos trabalhadores através do imposto sindical. “Você tem várias categorias de trabalhadores que nem sabem quem é o seu sindicato, mas sabe que todo ano é descontado um dia do seu salário para um sindicato que ele nunca viu. É o que a gente chama de sindicato fantasma e essa estrutura precisa mudar”, frisou.