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Planejar aposentadoria melhora os rendimentos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 4 min

Ter uma aposentadoria tranqüila é o sonho de qualquer pessoa. Depois de trabalhar quase uma vida toda, é hora de relaxar e aproveitar para fazer o que sempre teve vontade mas, por falta de tempo ou dinheiro, nunca fez. Tempo haverá de sobra depois de aposentado, mas e o dinheiro? Ele será suficiente para cobrir as despesas cotidianas? Veja nesta reportagem como calcular o valor do benefício que você iria receber se fosse se aposentar hoje e como aumentar seus rendimentos.

O site da Previdência Social oferece um serviço capaz de fazer o cálculo do benefício. É apenas uma simulação, mas serve para dar uma idéia do valor e saber se ele será suficiente para manter o mesmo padrão de vida quando parar de trabalhar. Caso o valor fique abaixo do que é esperado ou desejado, existem dois caminhos a serem tomados: pagar um plano de Previdência Privada ou adiar a aposentadoria e continuar contribuindo.

Não há como aumentar o índice de contribuição para receber um benefício maior. O máximo de contribuição para quem é empregado é 11% sobre a folha de pagamento. Além disso, o valor recolhido não pode ser superior a R$ 308,20, o que representa 11% de R$ 2.668,15, que é o valor máximo de aposentadoria pago atualmente pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

Já os contribuintes individuais (autônomos e trabalhadores temporários) e facultativos (que não têm renda própria, como estudantes e donas de casa) devem recolher com a alíquota de 20% sobre o salário-base.

Atualmente, o cálculo da aposentadoria é resultado da média de 80% dos maiores salários de contribuição desde julho de 1994. Sobre este resultado,aplica-se o fator previdenciário, que na prática aumenta a renda de quem se aposenta com mais idade e diminui a renda daquele que se aposenta mais cedo, seguindo a lógica de que o mais jovem irá receber a aposentadoria por um tempo maior. Sendo assim, não é bom negócio se aposentar cedo pelo INSS.

“Continuar contribuindo (para a Previdência Social) é uma forma de melhorar a média dos benefícios”, orienta o advogado Faukecefres Savi. A outra opção é o trabalhador aderir a algum plano de Previdência Privada enquanto está na ativa, mas segundo o próprio advogado poucos têm condições de contribuir para o INSS e ao mesmo tempo pagar um plano particular.

Na média, o nível salarial do brasileiro é baixo e não permite esse privilégio. A não ser que o empregado trabalhe em algum dos grandes bancos do País ou estatais, que possuem seus próprios planos de aposentadoria complementar.

De acordo com Savi, a vantagem da Previdência Privada sobre o INSS é que a primeira trata-se de um plano de natureza contratual. Ou seja, vale o que foi definido na assinatura do contrato. Já a Previdência Pública é institucional e está sujeita a constantes mudanças e reformas, que quase sempre prejudicam o trabalhador. Praticamente todos os grandes bancos possuem planos de Previdência Privada.

Para os profissionais liberais, que contribuem individualmente para a Previdência, a recomendação do advogado é recolher o mínimo possível ao INSS, e aplicar o restante possível em um plano privado. No fim das contas, quando a aposentadoria chegar, a tendência é o segurado receber um valor maior do que aquele que receberia se a contribuição fosse feita somente ao INSS. Já o empregado não tem escolha. Ele vai contribuir de acordo com o que ganha.

Atualmente, o valor máximo pago pela Previdência Social é de R$ 2.668,15. Uma pessoa que ganha, por exemplo, R$ 12 mil por mês ficará com o padrão de vida comprometido, caso não disponha de uma previdência complementar. De acordo com Savi, muitos contribuintes só ficam sabendo o quanto vão receber quando estão prestes a se aposentar. Têm direito à aposentadoria os homens com 35 anos de contribuição comprovada ou que tenham 65 anos de idade ou mais, e mulheres com 30 anos de contribuição ou com 60 anos de idade ou mais.

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Consulta

Quem está interessado em saber quanto vai receber de aposentadoria é só entrar no site da Previdência (www. mpas.gov.br). De acordo com a chefe do setor de benefícios do INSS em Bauru, Fátima Tavares de Oliveira Prado, a simulação é simples e fácil de fazer. O que dá mais trabalho é informar o salário mês a mês, desde julho de 1994 até o mais recente.

“Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de informática é capaz de fazer a simulação”, afirma Fátima. Segundo ela, embora não se trata de nada complicado, a simulação não é feita por funcionários do INSS.

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