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Debate dá início ao 2º turno na TV

Por Michele Oliveira | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O segundo turno na TV começa hoje, oficialmente, com o primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. Os presidenciáveis se enfrentarão na televisão, pela primeira vez nesta eleição, a partir das 20h30, na Band. Após um primeiro turno em que os dois praticamente não discutiram entre si, o evento de hoje será a primeira oportunidade de o eleitor ver o tucano e o petista perguntando - e respondendo - um para o outro.

Assim será durante os cinco blocos do programa, nos quais um candidato poderá questionar o outro sem temas definidos pela emissora. Os assuntos que serão debatidos são da escolha dos dois presidenciáveis. A primeira pergunta será feita pelo tucano, segundo o sorteio de ontem. Depois será a vez de Lula. Antes, os dois respondem a uma mesma questão feita pelo mediador, o jornalista Ricardo Boechat.

Os dois blocos seguintes serão dedicados ao enfrentamento direto entre os candidatos - Lula começa perguntando para o tucano, com tema livre. No quarto bloco, jornalistas da emissora dirigem questões ao tucano e ao petista, com uma pergunta para cada jornalista. Haverá comentários do candidato que não foi perguntado. Por fim, o último bloco terá nova questão entre os adversários, além das tradicionais considerações finais.

A previsão é que o debate tenha duração de duas horas e 15 minutos. O evento começa a ser televisionado a partir das 20h, com imagens dos candidatos chegando. Além do evento de hoje, TV Gazeta, Record e Globo planejam seus debates. O primeiro está programado para o dia 17. A Record ainda negocia com as duas campanhas. E a Globo finaliza o segundo turno, com seu debate no dia 27, dois dias antes da votação decisiva.

Estratégias

A estratégia do tucano Geraldo Alckmin no debate de hoje, na Band, às 20h30, deve transitar entre duas linhas: uma mais técnica, com números do seu governo, e outra mais emotiva, com frases de efeito, que incluiriam o tema da ética. A corrupção e os escândalos que atingiram a gestão do PT estarão presentes na fala do ex-governador, que deverá mencionar o caso do dossiê, do caseiro e do mensalão.

Mas, como agiu na TV durante o primeiro turno, Alckmin deve atacar moderadamente, sem passar a impressão de que está desesperado, o que poderia ser aproveitado pelo adversário, que, nesse cenário, poderá retomar a tática do “Lulinha, paz e amor” de 2002. O tucano também está se preparando para ataques de Lula ao governo de FHC. Alckmin deverá se defender dizendo que FHC não voltará a governar. Sua intenção é não repetir o que fez José Serra em 2002, que optou por rebater ponto a ponto as críticas do petista ao governo tucano.

Já Lula está se preparando para responder sobre ética com dados do governo federal, como números de operações da Polícia Federal. E levantou munição sobre casos e suspeitas de corrupção da gestão de Alckmin em São Paulo e de FHC. O presidente deve ir para o ataque, mas com “atitude de presidente”, diz um auxiliar. Ou seja, dar tratamento respeitoso a Alckmin, chamando-o de governador, cumprimentando-o e considerando que o segundo turno propicia debates produtivos.

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