Nova York - O ditador cubano Fidel Castro, 80 anos, está com câncer em estágio terminal e não deve mais voltar ao poder, segundo reportagem no site da revista americana “Time”, que cita representantes do governo americano.
Em reportagem do jornal Folha de São Paulo, Kennedy Alencar já havia antecipado em agosto que autoridades cubanas transmitiram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e membros da cúpula do PT a informação de que Fidel pode ficar inabilitado para retomar o poder, mesmo que se recuperasse da doença - um tumor maligno no abdome.
“Muitos no governo americano estão convencidos de que Castro, 80 anos, tem câncer terminal e nunca voltará ao poder”, diz a reportagem. O texto, no entanto, reconhece que tais testemunhos podem estar errados e destaca a declaração de uma das fontes ouvidas que diz que a prova definitiva de que Castro tem câncer em estágio terminal será quase impossível de ser obtida pelos Estados Unidos.
A remoção do ditador cubano do governo da ilha, no entanto, pode sugerir, diz a reportagem, que Castro e seus possíveis sucessores estariam conscientes de que a condição do governante é terminal e de que é conveniente testar a reação do público à sua ausência.
O governo cubano negou, segundo a “Time”, a doença. A fonte do governo cubano consultada pela reportagem diz que os preparativos para a festa de aniversário do líder cubano continuam, para a celebração programada para o dia 2 de dezembro.
Mesmo com a morte de Castro, a situação não deve mudar muito, diz o texto. O irmão de Fidel, Raul, 75 anos, que vem conduzindo o governo desde o afastamento do ditador, não dá sinais de que mudará suas políticas. Fidel liderou o movimento que tomou o poder na ilha, derrubando o antigo governante, Fulgencio Batista, em 1959.