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Escola de Cultura Artística atende 930 alunos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Garça – Com a proposta de formar e fomentar a cultura, a cidade de Garça (a 70 quilômetros de Bauru) mantém a Escola Municipal de Cultura Artística Aurélio (Naná) Zancopé, que atua em quatro frentes nas áreas culturais: artes plásticas, cênicas, música e dança, que contam com 930 alunos matriculados. A diretora, Maria Rosa Trambaiole Machado, frisa que as frentes mais procuradas são música e dança. “Na música são 450 alunos, 250 na dança e os demais distribuídos nos demais cursos”, diz.

Embora o estatuto da escola privilegie a criança e o adolescente, há alunos de todas as idades. “Todos fazem uma contribuição mensal instituída para eliminar o ponto de exclusão. A criança carente vinha pela gratuidade da aula e depois não conseguia se manter porque não tinha dinheiro para adquirir o material”, lembra Machado.

No curso de artes plásticas, por exemplo, muitos alunos não tinham como adquirir o material. Aqueles que freqüentavam o curso de dança, não dispunham de dinheiro para comprar a fantasia. “Por isso, em conjunto com os pais, decidimos pela contribuição. Assim, eles podem fazer o curso e as apresentações sem problemas. Fornecemos todo o material”, afirma a diretora.

As crianças atendidas por algum projeto social do município contam com a flexibilidade de contribuir com uma taxa menor. A verba arrecadada com as contribuições cobrem os gastos de material, manutenção dos instrumentos musicais, partituras, entre outros gastos da escola.

A escola é administrada pela ONG Movimento Pró-Cultura, explica a voluntária Maria José Conesa. Integrante do Conselho Deliberativo da ONG, ela informa que a escola recebe uma verba do município, que custeia despesas com funcionários, entre outras necessidades.

Conesa frisa que a ONG é responsável pela matrícula, inscrição, seleção de pessoal e atribuição de aula e pagamentos de funcionários e dos integrantes da orquestra. “É uma verba fixa. Este ano está na faixa de R$ 30 mil/mês. No final do ano prestamos contas”, diz Conesa.

O prefeito de Garça, José Alcides Faneco, explica que repassar a verba para a ONG foi a melhor maneira de administrar a escola. “Para a prefeitura administrar, o município teria que montar uma estrutura de funcionários, além de realizar investimentos nas áreas física, no corpo docente, professores de música. Somado a isso, teríamos de realizar concurso”, aponta Faneco.

Nesse tipo de administração, enfatiza o prefeito, fica garantido a continuidade da prestação de serviços. “Sai uma administração e entra outra e os serviços continuam sendo prestados. A ONG foi criada em 1985 pelo Lions Clube da cidade”, explica.

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