Já ouvi dizer que a felicidade sustenta-se sobre um tripé: amor, família e trabalho. Eu, pelos anos vividos, acrescento mais dois: etiqueta e religião.
A razão é simples. Um relacionamento amoroso é mais duradouro se a educação estiver presente, porque haverá repartição de generosidade entre o casal e, havendo generosidade, existirá a paz, não esquecendo, jamais, que o ingrediente maior é o amor. Esta paz será conquistada por meio de atitudes e palavras. Jamais um copo de água será pedido sem um “por favor” e um “obrigado(a)”. Toda gentileza não será vista como uma obrigação, mas sim como um ato prazeroso.
Ser recebido(a) de volta do trabalho, com a porta da casa aberta e um sorriso é o melhor incentivo para que voltemos para casa. Ao sair para o trabalho e ouvir uma palavra sincera e de ânimo, como “Deus lhe acompanhe”, fortalece a coragem para enfrentar a labuta de todo dia.
Compor uma mesa corretamente, nem que for para comer um picadinho de carne moída, aproxima o casal, pois a simples demonstração da vontade de agradar já é louvável.
Receber um vasinho de flor, um bombom, um e-mail com palavras amorosas, são mensagens que vão direto ao coração. Sentar ao lado, conversar, desabafar, repartir alegrias, tristezas e preocupações fazem parte da vida de um casal feliz. A paz no lar ajuda a luta do dia-a-dia pela sobrevivência.
Também já ouvi dizer: “Você vai se casar com ele(a), não com sua família”. Ah! Ledo engano. Casamos com o “kit”: marido ou mulher e as famílias de ambos. Ao casarmos, não deixamos de ser filhos, irmãos ou netos. Iremos morar em casas separadas, mas continuamos querendo o afago da família e também a comidinha da mamãe, que jamais esqueceremos.
Conviver com outra família exige tolerância. Às vezes, muita tolerância!. Viver em harmonia não combina com fofocas ou exigências; afinal, somos pessoas diferentes umas das outras e, se nos toleram (tenhamos certeza que isto acontece), precisamos entender o comportamento das pessoas que conosco convivem.
A convivência de marido e mulher em harmonia tem, como principal conseqüência, o estreitamento das relações entre todos os familiares.
E quanto ao trabalho? Ah! Bendito trabalho! Além de prover nossa subsistência, ajuda-nos a encontrar amigos, massageia nosso intelecto e dá-nos o prazer de produzir, contribuindo para que o mundo seja melhor.
O bom relacionamento no ambiente de trabalho só é conseguido com respeito e boas maneiras. Não é porque estamos todos os dias, várias horas, convivendo, que a educação possa ser esquecida. Palavras gentis, como: muito obrigado(a), por favor, com licença e desculpe-me deixam o ambiente de trabalho alegre.
Não sejamos como um trator que passa por cima de tudo e de todos. Sejamos bondosos, agradáveis e prestativos.
Ao chegar, dizer “bom dia” com um sorriso para os colegas já é uma demonstração de afeto e educação. Mau humor, fofoca, rancor enfeiam os nossos dias e amarguram os nossos corações.
Que nenhuma tristeza, pela falta de boas maneiras, possa atrapalhar nossa vida sentimental, familiar e profissional.
A religião nos dá sustentação e força. A guerra começa nos corações dos homens que não conhecem a Deus. A benevolência começa no coração dos homens que conhecem e cultuam a Deus. Em um coração que abriga a fé não tem lugar para a violência.
Falar gíria é sinal de falta de educação? (Homero)
Resposta: A linguagem expressa o seu pensamento.
Se você é jovem e acompanha as novelas, não tem como fugir das gírias.
Use-as moderadamente para que não demonstre pobreza de vocabulário.
Falta de educação é usar palavrão.
Qual é o horário ideal para um coquetel? É uma comemoração para pessoas idosas. O coquetel será na residência. Posso servir champanhe? ( Sueli)
Resposta: O horário ideal para um coquetel é às 19h, no máximo, às 20h. No caso da comemoração ser para pessoas idosas, prefira o horário das 19h.
A sua duração não deve se prolongar por mais do que duas horas.
O champanhe pode ser servido no coquetel, porém outras bebidas também devem ser servidas para que os convidados tenham opções.
O que não pode faltar é água. Providencie muita água.
Lembrete: toda bebida é servida pelo lado direito da pessoa.
* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”
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