Tribuna do Leitor

Tribuna do leitor 09/10/2006


| Tempo de leitura: 4 min

Jardim botânico: invasão

Iniciativa louvável do vereador João Parreira de Miranda em denunciar um grave crime - a invasão e devastação de uma área de 30 hectares do Jardim Botânico Municipal, lugar de proteção ambiental e, pasmem, este fato já dura dez anos. Felizmente o JC cobriu a matéria detalhando o ocorrido nesse período: desmatamento de 25% do Parque Ecológico, carvoarias montadas no local, queimadas e animais abatidos. E nada acontece para os dois grileiros invasores, que “acham” que a terra é deles.

Semma, Cetesb, Polícia Ambiental, etc e tal, um diz que nada pode fazer, o outro que tem que ter flagrante (ora, os fatos não falam por si?!), também a Procuradoria da Prefeitura já havia entrado com ação civil, e nada aconteceu. Não dá para crer que dois homens enfrentam o poder instituído, lesam o patrimônio público e continuam impunes. Promotoria do Meio Ambiente, polícia, prefeitura, ambientalista Rodrigo Agostinho, e aí? E depois reclamam das privatizações.

Se a máquina estatal estivesse nas mãos de particulares, não haveria esse jogo de empurra e os invasores não estariam mais lá, tudo funcionaria com maior eficiência, rapidez e a um custo menor. Num país em que corruptos são reeleitos, a culpa não é só do povo que votou neles, mas do Legislativo, Judiciário e TSE que não punem, não cassam e permitem a candidatura de indivíduos envolvidos em crimes de corrupção. E, neste caso, será que alguém ou algum órgão conseguirá resolver o problema da invasão do Jardim Botânico? Mas tem que ser rápido, porque árvores derrubadas e animais mortos não ressuscitam nem ressurgem das cinzas. Pérsio F. Marques - RG 11.446.385

Ordem dos músicos - Bauru

Segundo reportagem deste jornal, a famosa Ordem dos Músicos do Brasil, sediada nesta cidade, está com suas atividades suspensas. Assim como alguns músicos deram o seu parecer na reportagem, eu como músico e eternamente não filiado a este “sindicato”, venho por meio desta democrática coluna expressar minha grande alegria.

Um fato curioso é que os fiscais da Ordem nunca estão onde realmente onde deveriam estar, que é em restaurantes e pizzarias que contratam pessoas que se dizem músicos e tocam seus teclados e sintetizadores com seus midis como acompanhamento sem sequer preocuparem-se com a ordem, ao contrários de músicos que tocam com suas respectivas bandas, fazendo disso seu sustendo e tendo que freqüentemente se preocupar com tal órgão.

Outro fato curioso é que somente em Bauru a carteira de músico é exigida nos bares e boates. Por que isso!? Em todas as cidades da região em que já fiz show, nunca foi exigida a carteira, nota contratual e toda a burocracia que em nossa cidade é exigida para que possamos fazer nosso som e tirar o nosso ganha pão.

Infelizmente, isso é uma vergonha!

Gustavo Biazoto- músico - RG 34.856.031

Coleiras para cães

Até ri ao ler uma carta nesta conceituada tribuna, pois o missivista cobra do município coleiras gratuitas para os cães. Isto é até uma piada! Onde já se viu nós, os munícipes, termos obrigação em sustentar cães para seus donos? Quem os tem e gostam que os sustentem e arquem com todas as responsabilidades! Ou então recorram à UIPA, que é a defensora dos mesmos. Falando nisso, já é hora desta colocar mãos na massa e fazer um canil para abrigar os cães de rua, pois responder carta de forma mal educada não resolverá o problema da leishimaniose, certo?!

Se estes criadores de cães se acham com o direito de cobrar o município o sustento de seus animais, então eu também vou colocar nas ruas uns porquinhos, uns cabritinhos, uns cavalinhos, uns caezinhos e até uns leõezinhos, que tal minha idéia? Boa, não é?! Pois se os cães são filhinhos de Deus, minha bicharada também é, que beleza seria hem?!!!

Certo está o dr. que disse! As coleiras estão muito caras, eu li a matéria, e também a carta do reclamante, esta última foi uma piada. É como dizem em minha terra (MG): isto é o fim da picada! Querer atribuir ao município deveres de despesas particulares com seus animais.

Para mim, nem interessa preço de coleira, pois não tenho cães, e se tivesse arcaria com minhas responsabilidades, não jogaria estas para o município, pois o município não tem obrigação com tal despesa.

Pelo que vejo, a situação em que se encontra a irresponsabilidade destes donos de cães nas ruas só terá solução com uma boa carrocinha, como antigamente funcionava e muito bem! Pelo menos ninguém deixava seus cães nas ruas, senão os perdiam. Mineiramente, uai!

Iris Linhares Ferreira de Mello - RG 5.347.238

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