Uma viatura nova de resgate e a reforma de um caminhão usado para salvamento de vítimas foram entregues ontem pelo Corpo de Bombeiros de Bauru e prefeitura à comunidade. Parte do dinheiro usado, R$ 70 mil, advém do Fundo Municipal de Manutenção dos Bombeiros de Bauru. Outros R$ 114 mil provêm de recursos do governo do Estado. Na próxima semana, outra viatura do resgate reformada será entregue também. Nela foram gastos R$ 35 mil pelo Estado. Assim, Bauru ficará com quatro viaturas de resgate.
“Era uma necessidade para o município. Agora, teremos condições de deixar duas viaturas como reserva. Caso aconteça algum problema com uma das viaturas, temos como contornar a situação”, explica o subcomandante do 12.º Grupamento de Bombeiros, major José Guerxis de Aguiar.
O caminhão de salvamento que foi reformado estava parado há três anos. Ele possibilitará atendimento de casos mais graves, como retirada de vítima presa em ferragens ou soterradas, além de reboque de automóveis em caso de alagamento ou resgate de animais. O guindaste tem capacidade para levantar até quatro toneladas.
Durante a apresentação das viaturas, o major anunciou que as obras da construção do Centro de Treinamento do 12.º Grupamento de Bombeiros de Bauru, na Vila Falcão, devem ser finalizadas em novembro ou dezembro. “Mais R$ 200 mil foram liberados pelo governo (do Estado) para terminar a obra”, afirmou Guerxis. O posto de bombeiros que hoje funciona próximo do Hospital Manoel de Abreu também será transferido para o novo local.
A prefeitura e os bombeiros aguardam decisão judicial dobre a Taxa de Serviço dos Bombeiros (TSB), que abastecia o Fundo Municipal e cuja cobrança foi suspensa em meados de 2004. Desde então, o dinheiro do repasse é do orçamento municipal.
“Com a taxa, os recursos mensais repassados para o Fundo chegavam a R$ 50 mil. Já pelo orçamento, os recursos são menores, cerca de R$ 30 mil”, argumenta Guerxis. A prefeitura já demonstrou interesse em relação a cobrar a taxa novamente. “Se fosse cobrada a taxa de bombeiros, que onera muito pouco os munícipes, o recurso do fundo seria usado para manter as despesas que hoje são pagas com recurso do orçamento”, argumenta o prefeito Tuga Angerami (sem partido).