Washington - O Prêmio Nobel de Economia deste ano foi concedido ao economista americano Edmund Phelps, 73 anos. Segundo a Academia Real de Ciências da Suécia, o trabalho de Phelps “aprofundou nossa compreensão da relação entre os efeitos de curto-prazo e de longo-prazo da política econômica”. “Suas contribuições tiveram um impacto decisivo tanto na pesquisa econômica como na política”, segundo comunicado da academia.
Nos anos 50 e 60, ficou estabelecida, explica o comunicado da academia, a visão de um “tradeoff” (troca) através do instrumento estatístico conhecido como curva de Philips, que mostra a relação entre inflação e desemprego: quanto mais alta a taxa de desemprego, menor a taxa de inflação; por sua vez, quanto menor a taxa de desemprego, maior a de inflação. “Phelps desafiou essa visão através de uma análise mais fundamental da determinação de salários e preços, levando em conta problemas de informação na economia”, diz o texto. “Agentes individuais têm conhecimento incompleto sobre as ações uns dos outros e têm de basear suas decisões em expectativas.”
Phelps formulou, então, a hipótese de uma curva de Philips acrescida das expectativas, segundo a qual os índices de inflação depende tanto das expectativas de desemprego como de inflação. Assim, a taxa de desemprego de longo prazo não é afetada pela inflação, mas determinada apenas pelo funcionamento do mercado de trabalho.
Edmund S. Phelps nasceu em 1933 em Evanston, no Estado de Illinois. Obteve seu PhD em economia em 1959 na Universidade Yale. Atualmente é professor de economia política na Universidade Columbia, em Nova York.