Internacional

Teste afeta as bolsas

Folhapress
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Seul - A notícia do teste nuclear da Coréia do Norte afetou as principais Bolsas de Valores asiáticas, sobretudo a da vizinha Coréia do Sul. A Bolsa de Seul fechou em baixa de 2,41%. Já a moeda local, o won, chegou a perder força durante o dia em relação ao euro, mas se valorizou antes do fechamento. “Os temores se tornaram realidade. Estamos enfrentando agora algo incontrolável, e a política irá ditar o ritmo do mercado durante bastante tempo”, disse Kim Hak-Gyun, analista da Korea Investment Securities.

Os pregões de Hong Kong, Cingapura, Filipinas e Malásia também terminaram o dia em baixa. As Bolsas de Tóquio (Japão) e Taiwan, dois tradicionais aliados dos EUA, não funcionaram ontem por conta de um feriado.

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Sucesso incerto

Washington - Cientistas e serviços secretos do mundo ainda não sabem se o teste nuclear da Coréia do Norte foi bem-sucedido, e só podem confirmar se houve mesmo um teste nuclear em mais alguns dias. A Coréia do Norte expulsou os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica, ligada à ONU, e se retirou do Tratado de Não-Proliferação Nuclear em 2003. Desde então, seu programa nuclear é secreto. Como o regime comunista norte-coreano raramente permite a entrada de jornalistas estrangeiros e pouquíssimos turistas recebem visto para visitar o país ao ano, o que não faltam são especulações.

O teste aconteceu ao nordeste da Coréia do Norte, em uma área montanhosa e desabitada, a 100 quilômetros da fronteira com a China, evitando a proximidade com o sul e as tropas americanas. Um túnel de cerca de 700 metros teria sido escavado sob o monte Mantap, a 64 quilômetros de Kilchu, onde funciona um centro de pesquisas nucleares, criado nos anos 50 com ajuda soviética.

As especulações sobre o sucesso do teste coincidem com os números desencontrados sobre sua potência. Enquanto a França e a Coréia do Sul estimaram a potência em torno de 0,5 quiloton (unidade utilizada para medir a energia libertada na explosão de 1.000 toneladas), o ministro da Defesa russo, Sergei Ivanov, afirmou que as estimativas russas sobre o teste variavam entre 5 e 15 quilotons, números considerados exagerados por vários analistas.

A bomba atômica lançada em Hiroshima em 1945 pelos americanos teve uma potência de 15 quilotons. O tremor provocado chegou a 3,6 na escala Richter - para os americanos, o tremor foi de 4,2.

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