A unidade de Bauru da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) deve ser alvo de mais uma inspeção como a realizada na última sexta-feira, quando denúncias de maus-tratos foram confirmadas pelas instituições que entraram na unidade.
A decisão foi tomada ontem à noite em reunião realizada entre os membros da Comissão de Direitos Humanos da subseção de Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Regional de Psicologia (CRP), Conselho Tutelar e Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Na oportunidade, eles avaliaram o relatório elaborado a partir da fiscalização, que contou com a presença de membros OAB de São Paulo e do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), órgão ligado à Secretaria do Estado da Justiça. Eles vieram a Bauru dois dias depois do diretor da unidade, Antonio Alfredo Costela Parras, ser afastado sob denúncias de maus-tratos.
“A data para a nova inspeção ainda não está marcada”, explica Diogo Pinheiro Henrique de Oliveira, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB, subseção Bauru. De acordo com ele, num esforço conjunto, o relatório elaborado por Bauru e por São Paulo serão unificados.
“Depois, serão encaminhados para todos as entidades que se julgarem necessárias”, acrescenta Maria Orlene Daré, subcoordenadora do CRP, subsede Bauru. Ela explica que, no município, o documento vem sendo redigido por todos os órgãos que ontem participaram da reunião. “Depois vai para São Paulo para ser unificado”, reitera.
Ontem, a reportagem tentou novo contato com Parras, mas segundo a assessoria de imprensa da Febem, ele só deve se manifestar sobre as acusações após a conclusão dos trabalhos da corregedoria da fundação. Ainda de acordo com o órgão de comunicação, o afastamento do diretor é preventivo e visa dar mais transparência às investigações.