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Conselho de Ética adia processos de cassação de acusados por mais 90 dias

Folhapress
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Brasília - Com o esvaziamento da Câmara dos Deputados no período eleitoral, o Conselho de Ética da Casa Legislativa decidiu prorrogar por mais 90 dias a tramitação dos processos de cassação dos 67 parlamentares acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias.

A prorrogação foi aprovada ontem pelo plenário da Câmara. Com a decisão, os processos poderão ser julgados pelo Conselho até o dia 20 de fevereiro de 2006. Inicialmente, o prazo terminaria dia 20 de novembro.

Segundo o presidente do Conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), o objetivo da prorrogação é garantir que todos os processos sejam julgados diante do pouco tempo que o órgão teria para analisar 67 representações. “Nosso objetivo é garantir que haja tempo hábil para o julgamento de todos os processos”, disse o deputado.

Além de prorrogar os processos, o Conselho de Ética também decidiu esta tarde escolher o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) como defensor do deputado Cabo Júlio (PMDB-MG) - um dos 67 acusados de envolvimento na máfia das ambulâncias.

O parlamentar perdeu o prazo para apresentação de defesa ao Conselho, o que obrigou Izar a escolher um dos membros do órgão para defendê-lo perante os colegas. O presidente do Conselho marcou nova reunião para a próxima quarta-feira, quando os deputados vão tentar votar requerimentos de convocação de testemunhas comuns a vários processos de cassação.

Testemunhas-chave

Os empresários Luiz Antônio e Darci Vedoin, além da ex-funcionária do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, são consideradas testemunhas-chave em todos os processos e devem voltar a ser ouvidos pelo colegiado do Conselho.

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