Política

Emdurb propõe sete novos radares fixos e descarta lombada eletrônica

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) divulgou ontem o estudo apresentado ao prefeito Tuga Angerami (sem partido) que prevê a instalação de sete novos pontos de controle eletrônico de velocidade nas principais avenidas de Bauru, passando dos atuais 11 para 18 radares fixos, mantendo as três lombadas atuais e um radar estático (móvel). A proposta submetida ao crivo do prefeito descarta a ampliação das lombadas eletrônicas, que registram apenas 4% do total de multas aplicadas por excesso de velocidade no trânsito urbano.

O estudo da Emdurb apresenta critérios técnicos, sobretudo de engenharia de tráfego, para a opção pelo aumento de radares fixos (pardais) ao invés de lombadas eletrônicas. Outro argumento apontado pelo presidente da Emdurb, Célio Bucceroni, é o de que decreto de 9/09/2006 do Conselho Nacional de Trânsito (CNT) recomenda a instalação de radares fixos para locais onde é necessário o monitoramento da velocidade. A exceção, praticamente impossível de ocorrer na prática , é para que a lombada eletrônica substitua o radar fixo apenas se os índices de acidentes não sofrerem redução após a presença do aparelho nas vias, ainda assim com elevados registros de acidentes graves.

Do ponto de vista do cidadão que circula pelas ruas, a lombada eletrônica é considerada mais eficiente como instrumento de “alerta e educação para o trânsito”, em razão das luzes e indicadores visuais de velocidade advertirem para o limite na hora da passagem pelo aparelho.

Mas, do ponto de vista administrativo, a lombada é uma péssima opção para o gestor do trânsito urbano, já que o aparelho apresenta volume baixíssimo de registros de multa (4% a 5% das infrações por velocidade em Bauru). Ao contrário, o pardal e o radar estático (móvel) garantem 47% do volume de multas aplicadas, cada um, equilibrando a conta da Diretoria do Sistema Viário (DSV) da Emdurb.

O prefeito Tuga Angerami (sem partido) informou que vai se reunir com a presidência da Emdurb para definir se aprova ou não o aumento no número de pontos de fiscalização.

Conforme antecipou o JC no mês passado, a Emdurb quer manter os três pontos atuais com lombadas – nos dois sentidos da Nações Unidas e um na rua Wenceslau Braz – e equipar ruas e avenidas como a Duque de Caxias, Comendador da Silva Martha, Moussa Tobias e Castelo Branco com 18 equipamentos fixos de monitoramento de velocidade (os pardais).

A proposta inclui a desativação de alguns pontos, com deslocamento para outras quadras, como os dois radares da quadra 13 da avenida Getúlio Vargas, um na quadra 37 da Nações Unidas e outro par nas duas mãos localizadas nas quadras 41 e 44 da Rodrigues Alves.

No total, conta o presidente da Emdurb, Célio Bucceroni, a proposta quer passar o número de equipamentos fixos (pardais) dos atuais 11 para 18. “Hoje esses radares fixos funcionam na proporção dois de cada vez por 11. A proposta é de rodízio com três de cada vez entre os radares fixos, reduzindo, de outro lado, à metade a instalação do radar estático (móvel) nos pontos que vão receber os radares novos”, diz.

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