Nas eleições presidenciais de 1946, vencidas pelo general Eurico Gaspar Dutra, um conhecido comerciante chefiava a UDN em Bauru que apoiava intensamente a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes. Naquela época do voto de papel, o comerciante entregou uma cédula de votação a um cabo eleitoral, explicando que ninguém poderia ter contato com ela até o dia do pleito, muito menos algumas “meninas”, que seriam cabos eleitorais da oposição, afirmando que elas poderiam rasgar a cédula.
Um dia depois das eleições, o cidadão procurou o líder da UDN, dizendo:
- Aqui está o papel, doutor. Não deixei ninguém tocar nela como o senhor pediu!
Contada por Pedro Romualdo