Economia & Negócios

Escolas do Sesi vão cobrar mensalidade e taxas em 2007

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Os alunos que estudam nas escolas do Serviço Social da Indústria (Sesi) terão de pagar os estudos a partir do ano que vem. O objetivo da entidade é obter recursos para melhorar a qualidade da educação escolar que oferece e instituir o ensino médio, que até então não faz parte de sua grade oficial de serviços.

Hoje, a rede Sesi oferece educação gratuita a todos os filhos de trabalhadores que prestam serviços nas empresas de segmento industrial. As escolas contemplam alunos no ensino infantil, fundamental e supletivo.

“Queremos transformar as escolas do Sesi em centros de excelência”, diz Walter Vicioni, coordenador de gestão e planejamento do Sesi e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em São Paulo.

Os alunos que se matricularem no ensino médio terão de pagar R$ 250,00 por mês. Entretanto, poderão fazer, paralelamente, um curso profissionalizante no Senai. O custo do ensino fundamental em período integral será de R$ 1 mil por ano. O valor cai a R$ 500,00 para o curso de meio período dentro do Centro de Assistência ao Trabalhador (CAT). Se a escola ficar fora do complexo, a anuidade baixa para R$ 300,00. No ensino infantil, a taxa anual é de R$ 700,00. Segundo Vicioni, os três valores de anuidade podem ser pagos em até dez vezes.

Entretanto, os alunos que comprovarem renda familiar per capita igual ou inferior a R$ 350,00 ficarão isentos dos custos. Vicioni não soube precisar qual será a demanda que poderá ficar isenta das cobranças, já que o Sesi ainda não providenciou nenhum levantamento para essa avaliação.

Ainda conforme o coordenador, as famílias que tiverem mais de uma criança ou adolescente nas escolas do Sesi terão descontos a partir de 5%. O percentual do desconto varia de acordo com o número de filhos matriculados.

A implantação do projeto, no entanto, reduzirá o número de vagas no ensino fundamental para poder oferecer matrículas no ensino médio. “Vamos usar a estrutura que temos, porque não dispomos de recursos para aumentar o número de escolas”, explica Vicioni. Ele não informou qual o percentual de redução que terá de ser feito. Atualmente, o Sesi possui no Estado de São Paulo 120 mil alunos no ensino fundamental e nove mil no infantil.

Vicioni garante que a cobrança do ensino não tem nenhuma relação com a Lei-Geral das Micro e Pequenas Empresas, a qual pode diminuir a arrecadação de todas as entidades que compõem o Sistema S - como é o caso do Sesi - se for aprovada. “Vai afetar muito pouco o Sesi. A maior arrecadação da gente provém das grandes indústrias, que não estarão enquadradas à nova lei”, completa.

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