Polícia

Empresas de ônibus de Bauru decidem processar Estado por ataques do PCC

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O Estado será cobrado pelos ataques atribuídos à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), ocorridos também em Bauru há três meses. As empresas de ônibus Baurutrans Transportes Gerais Ltda e Transportes Coletivos Grande Bauru Ltda contrataram escritório de advocacia que, em dez dias, deve impetrar ação com pedido de indenização. O valor requerido não foi fechado.

Cinco circulares foram queimados em bairros distintos da cidade na segunda onda de atentados, ocorrida em julho. O valor estimado de quatro deles (ano 2006) é de R$ 208 mil, cada. Do grupo, dois contavam com plataforma de acessibilidade. O custo do quinto veículo, ano 2000, é de R$ 130 mil.

Resta agora calcular os prejuízos decorrentes da falta de produtividade dos circulares, parados desde o dia 12 de julho, quando foram queimados. “Em direito, chamam isso de lucro cessante”, comenta José Antônio Jacomelli, presidente da Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb).

Também integra a entidade a empresa Transportes Urbanos de Araçatuba (Sem Limites), que não teve nenhum circular queimado. De acordo com Jacomelli, o montante a ser cobrado do Estado pelas duas outras empresas não incluirá o que deixou de ser computado nos caixas nos dias em que os coletivos não circularam à noite.

“Nisso nós não vamos mexer porque cumprimos determinação do município. Foi uma decisão conjunta. Não tinha segurança. Estava um caos”, lembra.

Na época, o choque da população com as ocorrências aumentava conforme eram veiculadas notícias como a relatando o caso do motorista de ônibus que morreu queimado. Em Santos, lembra o presidente da Transurb, uma mãe e um bebê de 2 anos foram queimados, mas sobreviveram.

“Essa era a preocupação. Queimavam um ônibus no (Jardim) Santa Cândida, a polícia corria para lá, eles queimavam no Sambódromo. Estava sem controle. Era um caos, um pânico. Nunca imaginava passar por uma situação dessas. Funcionários com medo, população com medo”, conclui.

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