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Padre Vítor pode ser o primeiro santo nascido em Aparecida

Folhapress
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São Paulo - O mineiro Vítor Coelho de Almeida era um “moleque endiabrado”, de gênio extrovertido. Nem o primo padre deu jeito quando o levou para casa, a fim de educá-lo. Aos 12 anos, o menino entrou para o seminário, em Aparecida (167 quilômetros de São Paulo), numa fase em que estava “incorrigível”.

Nem queria ser padre. O que aconteceu a partir dali mostrou que a vida religiosa era, na verdade, uma vocação. Padre Vítor se tornou um missionário e percorreu todo o País. Ainda em vida, tinha fama de santo. No último dia 31 de agosto - 19 anos após sua morte -, foi concluída a primeira fase do processo de sua canonização que começou em 1998.

Um documento de 800 páginas, com o testemunho de quase cem pessoas, já chegou a Roma para ser analisado pelos teólogos. Padre Vítor já é um Servo de Deus. Se um milagre for realmente comprovado, o candidato a santo se torna beato. Já para ser considerado oficialmente santo, é preciso que mais um milagre seja demonstrado.

A história que mais entusiasma o padre Júlio Brustoloni, responsável pelo processo de canonização do padre Vítor, é a de uma dona-de-casa de 75 anos, de Pindamonhangaba (145 quilômetros de SP).

Às vésperas da cirurgia, a devota do padre Vítor se curou de um câncer no pâncreas em 2005, após participar de uma novena. Com a abertura do processo de canonização em 1998, o túmulo onde estão os restos mortais do padre foi aberto à visitação pública.

Desde então, cerca de três milhões de pessoas já foram ao local - muitas por curiosidade. Em tempos de romaria, como o 12 de outubro, 2 mil pessoas, só nos fins de semana, costumam ir ao Memorial Redentorista, no centro de Aparecida, onde está o túmulo.

Barulho

Muitos fiéis contam que escutam um “barulho” quando encostaram o ouvido no túmulo do padre, no Memorial Redentorista, em Aparecida. “É tipo uma pedrinha batendo na outra. Não sei o que pode ser, mas acredito que é um sinal do padre”, afirma o produtor rural Francisco Martins, 41 anos, de Unaí (MG).

Já a mulher de Martins, a dona-de-casa Maria Estela Martins, 40 anos, diz que não ouviu nada. O casal esteve no memorial no ano passado.

A também dona-de-casa Meralta Azevedo Correia, 58 anos, de Natividade (RJ), afirma que ouviu um “barulhinho” ao colocar o ouvido no jazigo. “Mas não sei descrever. Toda vez que estamos em Aparecida, vamos visitar o túmulo”, conta ela.

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