Polícia

Dise investiga suposta ligação de preso com o Primeiro Comando da Capital

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Em uma ocorrência que se estendeu das 19h30 de anteontem até as 2h30 de ontem, a polícia prendeu Osvaldo Almeida Alves, 31 anos, conhecido como Osvaldinho, possível integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso está sendo analisado pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru.

A emergência da Polícia Militar (PM) recebeu uma denúncia anônima que revelava a presença de um indivíduo na região central da cidade que, munido de documentos falsos, possivelmente praticaria um grande golpe no comércio de Bauru.

Através da descrição das características do suposto golpista, a polícia localizou, na rua, um homem que preenchia os requisitos especificados pelo telefonema. Osvaldinho foi abordado pela PM, que realmente encontrou documentação falsificada com ele.

Quando foi dada voz de prisão, Osvaldinho tentou resistir à atuação da polícia. Ele desferiu um chute em um dos policiais e mordeu a mão de outro, quando ambos tentavam fazer a imobilização do suspeito. Após ter sido dominado, os policiais se encaminharam à residência de Osvaldinho. No caminho, foi levantada a ficha criminal do capturado, onde constavam diversas passagens pela polícia.

No interior da residência de Osvaldinho, na quadra 1 da rua Chimbo Attusi, no Núcleo Geisel, a polícia encontrou 375 gramas de maconha, dois computadores, 38 telefones celulares, diversos chips de celulares, baterias, equipamentos elétricos e discos rígidos de computadores.

Segundo a polícia, existe grande possibilidade do material encontrado com Osvaldinho ser utilizado para clonagem de celulares e posterior distribuição entre membros da facção criminosa. Outra hipótese é que também poderiam ser fabricadas centrais telefônicas clandestinas para uso ilícito dos criminosos com o material apreendido.

Osvaldinho foi levado ao plantão policial. Após o depoimento, foi autuado em flagrante e encaminhado à cadeia pública de Avaí. Ele responderá pelos crimes de tráfico de entorpecentes, receptação de mercadoria roubada e resistência à prisão.

Seqüência

As investigações prosseguem agora para apurar qual seria a utilização dada aos materiais encontrados na posse de Osvaldinho. Segundo a delegada titular da Dise de Bauru, Rejani Borro Ortiz Tiritan, não existem provas concretas que comprovem a ligação de Osvaldinho com o PCC.

“Entre os itens apreendidos, não encontramos nenhuma peça alusiva a facções criminosas. No entanto, foi instaurado um inquérito e vamos apurar se essa informação realmente é verdadeira ou não”, ressalta Rejani.

No entanto, a delegada confirma que as suspeitas são fortes. “Pela quantidade de telefones que foram apreendidos e pelos outros itens encontrados, provavelmente ele faz parte de alguma organização ou quadrilha criminosa”, completa.

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