Tribuna do Leitor

Não somos grileiros do Jardim Botânico em Bauru


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Somos os proprietários responsáveis pela chácara denominada “Maria de Fátima”, que corresponde a uma área de 8.000 m² e fica entre a área do Jardim Botânico e o antigo forno da Ájax, que faz parte do conjunto onde a prefeitura nos acusa de apropriação ilegal de terra pública. Em nome da democracia, viemos denunciar a tamanha ofensa que sofremos nos últimos dias, coordenada pelo vereador João Parreira, que representou a Câmara Municipal de Bauru. Adquirimos a propriedade rural em maio de 2001, de herdeiros legítimos do decujus sr. Honório Alves de Lima, pela qual temos um inventário que requer o espólio. Agimos de boa fé e fizemos benfeitorias, tais como edificações, infra-estrutura , cultivamos maracujá, mandioca e hortaliças de forma orgânica para o consumo próprio. Pagamos em dinheiro pela propriedade e temos comprovantes registrados em cartório. Porém, sempre estivemos abertos a negociações que venham agilizar essa demanda com a Prefeitura de Bauru.

A área encontra-se sob litígio porque a Prefeitura Municipal de Bauru não aceita a correta divisão das terras, conforme consta nos documentos originais. Nesse local nos esforçamos para conviver em harmonia com a natureza e preservar o meio ambiente em todas esferas: fauna, flora, recursos hídricos, etc. Concordamos, sim, com a atuação da Polícia Ambiental e demais órgãos em fiscalizar a área. Aliás, deveriam ter feito mais visitas que, com certeza, evitariam a instalação de carvoaria clandestina por pessoas desconhecidas e iriam orientar-nos sobre o bom relacionamento homem-meio ambiente. Assim, não concordamos com os argumentos apresentados pela Prefeitura Municipal de Bauru, que deveria dar amparo e proteção aos seus munícipes ao invés de expô-los ao ridículo, como foi feito. Somos cidadãos e exigimos respeito, inclusive por parte da mídia bauruense.

Edvandro Farias de Almeida

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