Após 16 dias, a greve dos bancários foi suspensa em Bauru e região. Em assembléia realizada ontem à noite, a categoria decidiu retomar as atividades pelo menos na próxima segunda-feira, quando outra assembléia ditará os rumos da paralisação.
De acordo com nota distribuída à imprensa pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, o Movimento de Oposição Bancária estará reunido hoje em São Paulo. O sindicato de Bauru enviará representante. Amanhã, o grupo irá a Brasília para tentar negociar com os bancos estatais o não-desconto dos dias parados, entre outros pontos.
A iniciativa é necessária porque, de acordo com o sindicato, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) não demonstraram interesse em defender a categoria.
A greve perde força. Ontem, por exemplo, apenas as cinco agências da Caixa Econômica Federal (CEF) não abriram em Bauru, segundo Paulo Tonon, diretor do sindicato. No início da mobilização da categoria, a paralisação chegou a atingir 28 das 44 agências bancárias da cidade. Na ocasião, a categoria pedia reajuste de 10,96%, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs aumento inferior ao reivindicado.
Na última terça-feira, representantes de alguns bancos aceitaram a proposta da Fenaban, que ofereceu reajuste de 3,5%, e saíram da campanha salarial. Como apenas os bancos estatais continuaram em greve, os sindicatos resolveram alterar as reivindicações para 30% de reajuste. Segundo o sindicato, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso as perdas chegaram a 90%.
O resultado do encontro em Brasília será apreciado na assembléia agendada para segunda-feira, às 19h.