Bairros

Segundo as estimativas, Bauru tem 2.000 ‘garimpeiros do lixo’

Rodrigo Ferrari
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Apesar de a pesquisa da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social haver identificado 295 catadores de papel nas ruas da cidade, os responsáveis pela pesquisa acreditam que o número de pessoas que vivem da coleta de material reciclável na cidade seja bastante superior. “Nossa estimativa é de que existem pelo menos 2.000 trabalhadores vivendo nessa situação”, acredita Egli Muniz, secretária responsável pela Sebes.

A assistente social Ireni Mendes de Souza coordenou a coleta de dados na sondagem. Ela explica que nem todos os catadores abordados quiseram colaborar com os entrevistadores (alunos de 2.º e 3.º ano da Faculdade de Serviço Social da Instituição Toledo de Ensino – ITE). Dois fatores poderiam explicar a resistência.

“Por um lado, muitos catadores trabalham de forma atrelada aos ferros-velhos da cidade, que costumam funcionar irregularmente. Isso pode ter gerado receio nessas pessoas “, diz Souza. A falta de motivação pessoal por parte dos catadores seria a outra causa para a negativa.

“Numa das partes do questionário o coletor tinha de responder a respeito de perspectivas para o futuro. Nesse ponto, muitos não sabiam o que falar. Eles preferiam encerrar a conversa e ir embora, dando fim à entrevista”, explica a coordenadora.

Apesar de a pesquisa haver abordado uma parcela pequena do total de catadores de recicláveis da cidade, Souza considera a amostra significativa. O perfil socioeconômico dos “garimpeiros do lixo” encontrado na pesquisa será usado pela Sebes na formulação das ações voltadas para essa população em especial.

“Descobrimos, por exemplo, que a maioria (101 pessoas) deles reside nos bairros próximos ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Nova Bauru, na zona norte da cidade. A tendência agora é concentrar nessa região os serviços assistenciais destinados ao catadores”, afirma.

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