Regional

Fazenda Lageado passa por revitalização

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - Um encontro entre o passado histórico e a arquitetura moderna resume o que é hoje a Fazenda Lageado, no município de Botucatu (a 100 quilômetros de Bauru). Uma das mais importantes da época da expansão cafeeira da região central do Estado de São Paulo, a propriedade rural conserva prédios históricos que estão sendo revitalizados para serem visitados. A idéia é transformar o local em mais um ponto turístico da cidade.

Atrativos não faltam para aqueles que querem conhecer um pouco dos anos dourados da história do café. Prédios opulentos que demonstram o desenvolvimento extraordinário das décadas de 1830/40 aliados a uma vegetação nativa fazem da propriedade um lugar propício a um piquenique numa tarde ensolarada de domingo.

Trilhas, lagos, clima ameno e uma paisagem exuberante completam o cenário. O local é freqüentado pela comunidade botucatuense, que utiliza o espaço para longas caminhadas, entre práticas esportivas.

“Tem um parque que permanece aberto de segunda a segunda à comunidade. Não temos restrições quanto às visitas. Tem gente que traz os filhos para brincar, andar de bicicleta. O contato com a natureza é muito estreito”, comenta José Eduardo Candeias, coordenador do Projeto de Revitalização do Uso da Área Histórica da Fazenda Lageado.

Para ele, o desafio é mudar o foco. “Queremos mostrar a fazenda de uma maneira diferente. Atualmente, a comunidade conhece a propriedade pela estrutura externa, através de fotografias, de registros. A nossa idéia é mostrar o interior. Estamos abrindo os prédios, a idéia não é só mostrá-los, mas fazer com que as pessoas se conscientizem sobre a importância de preservar o patrimônio histórico”, salienta.

A visita agendada é a mais aconselhável, segundo o coordenador. “Porque o monitor pode contar um pouco da história e o visitante, ligar fatos a tudo o que está vendo, a partir de informações sobre a importância da fazenda sob o ponto de vista histórico e cultural”, analisa Candeias.

Atualmente podem ser visitados três prédios: o museu do café, que fica no antigo casarão sede; o moinho e a serraria. “Estamos preparando mais três espaços para visitas”, adianta Candeias.

O passeio brinda o visitante com um espaço aberto. “Aqui eles podem caminhar sem restrições e apreciar a vegetação. Temos bosques com espécies nativas, trilhas abertas. Pode-se fazer piquenique. Além disso, há um gramado embaixo das árvores, lagos com patos”, descreve Candeias.

Os próximos passos para atrair o turismo para a fazenda é a montagem de um parque, além de espaço para a prática de arvorismo. “O parque será todo confeccionado com madeira tratada, para mostrar como é importante preservar a natureza e utilizar madeira de reflorestamento. O projeto está em andamento”, adianta.

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