Internacional

Boca-de-urna revela 2º turno para presidente no Equador

Folhapress
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Quito - O ex-ministro esquerdista Rafael Correa e o megaempresário de direita Álvaro Noboa disputarão o segundo turno das eleições presidenciais do Equador, apontam as três pesquisas de bocas-de-urna divulgadas após o encerramento da votação de ontem, às 17h.

Esses números foram imediatamente considerados fraudulentos por Correa, que disse ter sido eleito no primeiro turno, citando levantamento feito por seu partido, Alianza Pais, e que não aceitará o resultado oficial se não for declarado eleito no primeiro turno.

A contagem oficial dos votos, sob cargo da empresa brasileira E-Vote, deve ser concluída no começo da madrugada de hoje. De acordo com o instituto Informe Confidencial, Noboa obteve 28,53% dos votos válidos nas eleições, pouco à frente de Correa, com 26,61%. Como a margem de erro é de 1,5 ponto percentual, trata-se de um empate técnico.

As outras duas pesquisas de boca-de-urna também indicam Noboa e Correa no segundo turno, com ligeira vantagem para o “rei da banana”, mas dentro da margem de erro: 27,1% a 25,5%, no instituto Cedatos, e 28,23% a 27,17% na pesquisa da empresa Market.

A grande diferença entre os números de ontem e as últimas pesquisas eleitorais é o crescimento de Noboa, já que Correa aparecia em primeiro lugar na maioria dos levantamentos realizados nos últimos dias, embora longe de vencer no primeiro turno.

Vinte minutos após a divulgação dos números de boca-de-urna, Correa concedeu uma entrevista coletiva para contestar as pesquisas. “As pesquisas estão equivocadas, vencemos por pelo menos dois pontos percentuais”, disse.

Desde anteontem, Correa diz que seria vítima de fraude. Pediu a renúncia do ex-chanceler argentino Rafael Bielsa como chefe da missão de observadores da OEA, a quem acusou de ser parcial. A irritação de Correa contra Bielsa ocorreu depois que, em conversa com jornalistas equatorianos, o ex-chanceler criticou a principal proposta de campanha do candidato esquerdista, que defende a convocação de uma nova Assembléia Constituinte.

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