Política

Agostinho critica morosidade do governo nas ações de manutenção

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) expôs ainda mais a fragilidade da relação entre o prefeito Tuga Angerami (sem partido) e sua base de sustentação da Câmara Municipal. Segundo ele, a Prefeitura não tem conseguido garantir a manutenção de vias públicas, nem o funcionamento adequado de uma série de serviços públicos fornecidos pela administração. Apesar da crítica, Agostinho lembrou que a capacidade de investimento da Prefeitura é muito baixo. “Não estou munido de estilingue contra a administração, mas o papel do vereador é fiscalizar, independente de ser de oposição ou situação”, frisou.

O vereador afirmou que a Prefeitura precisa “mudar a forma de enxergar a cidade”. O parcelamento da dívida com a Fundação da Previdência (Funprev) também foi cobrado pelo parlamentar, sob o risco do funcionamento da máquina administrativa ficar ainda mais prejudicado. “Nós não temos uma solução mágica para isso. A economia de recursos é importante, mas nós não podemos partir para uma economia cortando abruptamente os serviços que a Prefeitura presta. Não pode ser uma economia burra”, comentou.

Mesmo entendendo a situação difícil da administração, em termos financeiros, Agostinho reforçou o discurso da oposição e cobrou a reforma administrativa, levando em conta os setores mais carentes da administração. “Tem muita coisa que pode ser alterada”, salientou.

O vereador ressaltou, contudo, que por maiores que sejam os esforços da administração, mas muita coisa precisa ser modificada para que a cidade funcione de maneira eficaz. “Isso não é nenhuma crítica negativa. Nós, como vereadores, queremos ajudar, estamos abertos ao diálogo”, disse.

De acordo com Agostinho, a administração não pode pensar em aumentar receita promovendo reajuste de tributos e taxas, como foi feito, segundo ele, no Departamento de Água e Esgoto (DAE). “O DAE criou uma forma própria de rever sua capacidade de investimentos, majorou tarifas, fez ajustes. Mas o restante da administração não pode caminhar com esse tipo de solução”, declarou.

Ele ainda cobrou a revisão de alguns cortes promovidos pala Prefeitura, que, de acordo com o vereador, não resultam em economia de recursos, dependendo da área onde o corte foi feito, pelo contrário, pode ter resultado inverso àquele esperado. “Nós não podemos ficar à espera de algumas mudanças que já eram para ter acontecido e que poderiam fazer com que a administração trabalhasse de forma mais eficaz, mais ágil”, concluiu.

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