Economia & Negócios

Padaria se prepara para a mudança obrigatória

Luiz Galano
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Uma padaria do Núcleo Mary Dota está vendendo pão por peso desde o início da última semana. Segundo a proprietária, Neuza da Silva Vieira, que também precisou adquirir uma nova balança, a aprovação da clientela está dividida. “Muita gente pagava antes para depois pegar os pães. Isso mudou, agora tem que ser sempre depois, o que gera uma certa fila. Quando o valor fica um pouco acima daquele que o cliente estava acostumado a pagar anteriormente, eles também reclamam um pouco”, revela.

No estabelecimento de Neuza, aparentemente todas as normas já estão sendo seguidas. Um cartaz com letras grandes indicava o preço do quilo e outro alertava para o desconto do peso da embalagem na hora da aferição. “O pessoal pergunta mesmo se o peso da embalagem está sendo descontado”, revela a proprietária.

O fiscal Antônio José de Carvalho, cliente de Neuza, aprovou a mudança. “Esse sistema é melhor e mais justo. Você compra uma quantia e paga exatamente por aquilo que está levando”, acredita.

Quinta-feira é o último dia que os pães poderão ser comercializados por unidade. A partir de sexta-feira, todas as padarias deverão deixar bem visível o preço do quilograma. Os cartazes indicativos deverão ter caracteres com, no mínimo, cinco centímetros de altura.

O consumidor também deve acompanhar a medição do pão a cada venda. A balança deve estar em local visível e, obrigatoriamente, precisa indicar o peso do produto e o total a pagar. Além disso, a embalagem do produto sempre deve ser descontada do peso final.

Para o chefe de divisão técnica do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) em Bauru, Luiz Antônio Brizzi, é importante que o consumidor fique atento e cobre as práticas do vendedor.

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