Tribuna do Leitor

Quem sabe, faz acontecer


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Mais uma disputa para governar o Brasil. O resultado das eleições no segundo turno será o aval do povo para um governo que deverá representá-lo no quadriênio 2007-2010.

Não vamos falar dos candidatos.

Conversar com o eleitor. Não pretendendo induzi-lo na escolha ou influenciar na sua opinião. Apenas lembrá-lo de que o futuro do Brasil começará nas suas mãos no momento em que teclar, na urna eletrônica, os números do candidato preferido. De afirmar a sua decisão no instante de votar. E que essa deliberação não seja conduzida por atitudes extravagantes ou levianas como: “Vou votar nele porque já ganhou nas pesquisas. / Não voto nele porque não vou com a sua cara. /Porque é o mais simpático. / Porque vai resolver os meus problemas. / Voto porque a lei me obriga. / Porque o vizinho achou que é o melhor. / Ou por outros raciocínios disparatados. Votar com personalidade e responsabilidade; não se deixar levar por baboseiras; votar em termos coletivos, de nação, povo, cidadão e não apenas nas desejadas vantagens, orgulho ou teimosia pessoais.

O primeiro turno respondeu ao valor de cada voto; o eleitor sabe e se não sabia, principalmente o novo, conheceu o que significou para a decisão do eleitorado no seu todo.

Aos que votaram em branco, (2.73% = 2.866.205 votos) ou anularam seus votos (5.68%= 5.957.207 votos, totalizando 8.823.412 eleitores), repensar, lembrando que o voto é o poder maior da democracia capaz de alterar os rumos da história política-administrativa da Nação. Que podem decidir os números finais. A omissão é a insensibilidade, o niilismo, a covardia quando o país convoca cada cidadão para o seu mais nobre gesto de civismo.

Decidir em quem votar. Dúvidas? Questão de análise. De reflexão. Discernimento. Saber separar. Dos históricos políticos dos candidatos. Das suas transparências nas propostas, idéias, ideais e atitudes. Do bom senso, sem fanatismos e fantasias. Ser realista observando o quadro atual da Nação e projetando o seu amanhã. O que passou já era? Aconteceu ou não aconteceu? Fatos para conclusões equilibradas. Não vamos discutir se fomos a serpente ou a rã, se bebemos champanhe ou engolimos sapos, se fomos heróis ou vilões, carrascos ou vítimas. É o Brasil dependendo da sabedoria do eleitor na escolha do seu futuro presidente com isenção das paixões que cegam e anulam a inteligência.

O eleitor não é o boneco conduzido por políticos que fazem promessas sedutoras sem sentido. Que usam a palavra e distribuem migalhas de ilusão. Cada eleição revela a sua aptidão em escolher, com a sua inteligência, o que a Nação realmente merece e precisa.

Deste princípio e da sua capacidade de escrever a história somente com o voto, escolhendo o melhor para a Nação, é que o eleitor decidirá, no próximo dia 29 de outubro, o futuro do Brasil. Oxalá, acertando.

Munir Zalaf - RG 2.726.959

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