Tribuna do Leitor

Esperança na decência


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O improvável aconteceu: o segundo turno. Conquanto alguns petistas possam vociferar o “golpe das elite(sic)”, é um extremado culto à democracia, já que não se olvida o lodaçal de corrupção que marcou o atual governo ao longo dos dois últimos anos. Escândalo após escândalo, o quadro só se fez piorar com as renitentes omissões do Presidente no discurso “nada vi, nada sabia”, pois a propinocracia que foi concebida na vizinhança de seu gabinete só floresceu graças à distribuição de feudos à escumalha do PT, umbilicalmente ligada ao Lulla e sua “trajetória” de vida.

O aparelhamento do Estado visava não apenas a permanência no poder, mas a corrupção institucional e egoísta em nome de uma retórica ultrapassada que cheira à naftalina.

O fiel da balança nos votos de Lulla foi exatamente a classe mais pobre e menos politizada, numericamente maior, que não reage (sequer consegue entender) à engenhosidade da corrupção governamental. Se vencesse, não existiria mais limite aos meios utilizados pelo governo, ainda que incluam o que há de mais atrasado e corrupto da política brasileira. Como exemplo da campanha pela corrupção, Lulla abraçou Jader Barbalho, Ney Suassuna, Humberto Costa, Genoíno, Paulo Rocha, entre outros, conclamando à platéia que eles eram “pessoas decentes e de bem”. Qual o “critério Lulla” para enquadrar criminosos como “pessoas de bem”? Bem a quem, ao PT?

A elite produtiva, intelectual e cultural desse país, que tanto aflige e intimida Lulla, ainda dá mostras que pode colocar o Brasil nos trilhos, escapando da locomotiva desgovernada do PT. A aversão de Lulla ao conhecimento e ao mérito intelectual haverá de ser um livro empoeirado em nossa história, cuja culpa pela aventura se deve a uma incauta revolução branca de um proletariado insipiente, afinal, Lulla é fruto da pobreza moral que se aproveita da pobreza mental e material da massa popular.

Ivan Garcia Goffi – OAB-SP 165.173

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