A partir de amanhã, os três hospitais mantidos pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB) – Manoel de Abreu, Maternidade Santa Isabel e Hospital de Base – serão submetidos a uma inspeção técnica do Conselho Regional de Medicina (CRM).
Segundo o médico Carlos Alberto Monte Gobbo, conselheiro do órgão em Bauru, o procedimento visa fazer uma análise da estrutura dos hospitais. O objetivo é apontar quais são as adequações necessárias que precisam ser feitas caso o curso de medicina da Universidade de Marília (Unimar) seja transferido para Bauru no começo do ano que vem.
“Essa fiscalização foi feita em todos os hospitais-escola do Estado de São Paulo. Trata-se de uma metodologia para nos certificarmos se essas instituições atendem os requisitos necessários para abrigar alunos em treinamento médico. A partir do resultado, vamos apontar as adaptações que precisarão ser feitas para a vinda da faculdade a Bauru”, explica.
Segundo Gobbo, a vistoria será feita por um médico-fiscal do CRM, que avaliará, principalmente, as instalações dos hospitais, a aptidão do corpo clínico para trabalhar com alunos de medicina e a estrutura de ensino que as entidades dispõem para os estudantes, como anfiteatro, biblioteca, banco de dados e centro de pesquisa.
“Precisamos saber, por exemplo, se o corpo clínico tem um programa didático para trabalhar com os estudantes e se o quadro de médicos e de profissionais das entidades é treinado para oferecer uma boa instrução a esses alunos”, acrescenta Gobbo.
O conselheiro acredita que a inspeção apontará uma série de dificuldades para a instalação da faculdade e afirma que o CRM cobrará as adequações necessárias antes da possível transferência. Ainda conforme ele, as diretorias dos três hospitais serão notificadas hoje sobre a vistoria prevista para começar nesta quinta-feira.
Gobbo ressalta que o CRM não é contrário à vinda da faculdade de medicina para Bauru. A preocupação do conselho é com a qualidade do ensino que será oferecido a futuros profissionais. “Não se pode vir (a Bauru), simplesmente, para resolver um problema de caixa da universidade (Unimar)”, completa.