Polícia

Ao juiz, mãe nega que seu filho tenha sofrido maus-tratos na Febem de Bauru

Luiz Galano
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A mãe de um interno da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) procurou a Justiça, ontem, para dizer que seu filho não teria sido vítima de agressões na unidade de Bauru, contradizendo o que ela disse no início do mês quando houve um grande volume de denúncias à Secretaria de Justiça contra a entidade, que culminaram com o afastamento do antigo diretor da unidade, Antonio Alfredo Costela Parras, no último dia 6.

Casos de humilhações e espancamentos, que incluem até choque elétrico, foram relatados ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), que dias depois, em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru, vistoriou a unidade e constatou os maus-tratos, posteriormente admitidos também por funcionários da entidade que não concordavam com a filosofia utilizada pela direção. No entanto, o juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, acredita que ainda é cedo para se tirar qualquer tipo de conclusão.

Segundo o juiz, a mãe do interno o procurou ontem para prestar depoimento. A mulher teria afirmado que foi procurada por uma pessoa, cujo nome não soube precisar, que a instruiu a confirmar as acusações de maus-tratos pela entidade, alegando que futuramente a família poderia ensejar uma ação de indenização contra o Estado, caso as agressões fossem comprovadas.

O juiz incluiu o depoimento no processo, mas o considerou contraditório, sendo impossível avaliar a veracidade das palavras da única mãe que o procurou para fazer tal afirmação.

Após o término da conversa com a mãe, Maintinguer se dirigiu até a unidade de Bauru da Febem para conversar com o filho da mulher e verificar se ele também teria mudado de opinião. No entanto, o adolescente sustentou a versão que teria dado anteriormente, de que realmente foi vítima de violência dentro da entidade.

Para o juiz, falta consistência ao depoimento da mãe do interno. No entanto, ele afirma que as investigações irão continuar.

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