São Paulo - A defesa do estudante de direito Adriano Saddi Lemos Oliveira, 23 anos, acusado de ter mandado matar a mãe, apresentou anteontem ao Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo um pedido de habeas corpus.
Ele havia confessado o crime em depoimento à polícia no último dia 28 de setembro, mas foi preso apenas em 3 de outubro, devido à lei eleitoral. De acordo com a legislação, ninguém pode ser preso cinco dias antes ou 48 horas após as eleições.
No depoimento, o estudante diz ter pedido ao seu motorista, Cristiano Ferreira, 27 anos, para contratar os seqüestradores de sua mãe, a empresária do ramo imobiliário, Marisa Saddi, 46 anos. Ela foi seqüestrada em 26 de julho por dois homens em Carapicuíba (Grande São Paulo) e encontrada morta a tiros no dia seguinte, em Vargem Grande Paulista (Grande São Paulo).
“Falei com o Cristiano para dar um jeito na minha mãe.O principal motivo foi ela estar gastando demais”, diz o estudante na gravação. Ele afirma ter pago R$ 15 mil ao motorista pelo crime.