Regional

Habilitações para ressarcimento do ‘Banco Estrella’ podem chegar a 3 mil

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista - A estimativa de habilitações credenciadas a recuperar parte do valor investido com o falso banqueiro Oswaldo Estrella deve chegar próximo dos 3 mil. Como noticiou o JC no final de setembro, Estrella foi decretado insolvente pelo juiz da 2.ª Vara da Comarca de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru).

Em setembro de 2004, o procurador da República Pedro Antonio de Oliveira Machado solicitou à 3.ª Vara de Justiça Federal um mandado de busca e apreensão no escritório do falso banqueiro. O mandado foi cumprido por policiais federais e funcionários da Receita Federal.

Segundo o representante do Ministério Público de São Paulo na cidade, o promotor Henrique Ribeiro Varonez, as primeiras 400 habilitações registradas no sistema do Tribunal de Justiça de São Paulo somaram cerca de R$ 17 milhões, apenas parte do valor investido por pessoas com Estrella.

A fase de habilitação foi encerrada no dia 25 de setembro último e, conforme projeção do promotor, o trabalho de processamento deve ser concluído num prazo de três a quatro meses. Até ontem, aproximadamente 600 habilitações haviam sido lançadas no sistema informatizado do TJ. Responsável pela Curadoria do Consumidor, Varonez avalia que o valor das execuções contra Estrella ultrapassem os R$ 40 milhões.

Cada documento apresentado (cheques, promissórias ou equivalente) por quem pleiteia ressarcimento tem sua autenticidade analisada pelo advogado José Ulysses dos Santos, nomeado como administrador dos bens de Estrella, o juiz Mário Ramos dos Santos, da 2.ª Vara de Lençóis, e Varonez.

Decretada a insolvência de Oswaldo Estrella e de sua esposa Constância Madalena Pereira Estrella, foram bloqueados os bens do casal. Varonez ressalta que em dinheiro em conta foram levantados entre R$ 12 mil a R$ 13 mil. Além disso, o administrador trabalha para bloquear novos bens e vender os que já têm avaliação.

Há dois anos, Estrella foi preso em flagrante acusado de crime contra o sistema financeiro e teve seus bens bloqueados. Ele atuava como se fosse um banco captando dinheiro das pessoas com a promessa de devolver mensalmente a remuneração com juros de 5% a 7%.

Extra-oficialmente, calcula-se que o número de pessoas lesadas ultrapasse 4,5 mil investidores. Este número surgiu de registros de uma lista apreendida com Estrella, que mantinha a contabilidade de forma superficial e sem regularidade. Atualmente, o paradeiro de Estrella e sua esposa é desconhecido, apesar deles terem sido citados pela Justiça para a decretação de insolvência.

Comentários

Comentários