São Paulo - Depois de procurarem a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em busca de ajuda para pressionar a Polícia Federal (PF) a agilizar as investigações sobre a origem do dinheiro que supostamente seria usado na compra do dossiê antitucano, os presidentes do PSDB e do PFL, os senadores Tasso Jereissati e Jorge Bornhausen, foram ontem à tarde à PF para concluir a ofensiva contra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Tasso e Bornhausen cobraram do diretor-geral do PF, Paulo Lacerda, agilidade nas investigações sobre a origem do dinheiro do dossiê antitucano. O presidente do PFL disse que Lacerda se comprometeu a “fazer esforço” para concluir até o segundo turno as investigações sobre o R$ 1,7 milhão apreendidos em São Paulo com Valdebran Padilha e Gedimar Passos.
“Ele (Lacerda) declarou que a Polícia Federal está fazendo esforço para desvendar o crime. Ele ainda não tinha obtido dos indiciados informações suficientes, mas vai fazer esforço para a apuração completa antes das eleições”, disse Bornhausen.
O senador pefelista afirmou, no entanto, que a oposição vai continuar cobrando agilidade da PF. Bornhausen voltou a criticar a atuação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, no caso do dossiê. “Ele atua como advogado criminalista do presidente e não como ministro. A sociedade quer a verdade”, disse.
Banco Central
O presidente do PFL disse ainda que o Banco Central (BC) tem totais condições de identificar qual a origem da remessa dos US$ 248 mil que seriam usados como parte do pagamento na suposta compra do dossiê.