Internacional

Seul resiste à pressão americana para ações na Coréia do Norte

Folhapress
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Seul - A Coréia do Sul não cedeu à pressão dos EUA para que fechasse uma zona industrial e um polo turístico que mantém na Coréia do Norte. Os empreendimentos permitem a Pyongyang a captação de recursos conversíveis no mercado internacional de divisas.

A pressão americana ficou clara durante a entrevista coletiva que a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Ban Ki-Moon, deram ontem em Seul. Ban será a partir de janeiro o novo secretário-geral das Nações Unidas.

Ele afirmou ter relatado à chefe da diplomacia americana “os aspectos positivos” da zona industrial de Kaesong e “a dimensão simbólica” para uma futura reunificação das duas Coréias do projeto turístico do Monte Kumgang. Rice declarou não ter ido à Coréia do Sul ou a outros países para “ditar aos governos de que maneira eles devem pôr em prática a Resolução 1.718”, votada no último sábado pelo Conselho de Segurança.

O texto não impõe um embargo comercial ao regime de Pyongyang. Apenas proíbe que ele compre produtos de luxo, material militar pesado, tecnologia de mísseis ou componentes para armas de destruição em massa. A resolução foi uma resposta ao primeiro teste nuclear norte-coreano.

Rice embarca hoje para Pequim, onde o governo chinês resiste à idéia de acirrar o isolamento da Coréia do Norte ou apressar seu colapso. Em gesto visto como amistoso para com os EUA, a China, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, confirmou que enviou a Pyongyang um emissário que entregou pessoalmente uma mensagem do presidente Hu Jintao ao ditador Kim Jong Il.

O porta-voz da diplomacia chinesa não revelou o conteúdo da mensagem. Sabe-se, porém, que Pequim tenta dissuadir os norte-coreanos de explodir uma segunda bomba atômica. O clima entre os dois países deteriorou-se visivelmente, diz o jornal francês “Le Monde”.

Rice e Ban alertaram ontem a Coréia do Norte para as “graves conseqüências” de um segundo teste nuclear. A secretária de Estado disse não ter sido informada pelos chineses da missão de seu enviado. Mas afirmou esperar que Pyongyang tenha recebido um recado enfático sobre “seu comportamento inaceitável”.

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