Comemorando 13 anos, a banda bauruense Cavalo Morto começa a se preparar para a “maturidade”. Com repertório exclusivamente de covers de hard rock, heavy e thrash metal dos anos 1970 e 80, o grupo pensa em novos caminhos, como o das composições próprias, porém sem abandonar o peso que marca suas apresentações. A banda faz sua festa de aniversário hoje à noite no Armazén Bar.
A formação com Alan Breslau (vocal), Edinho (baixo), Rubinho (guitarra) e Neto (bateria) vem desde 2003; apenas Alan e Rubinho são fundadores. A banda começou em 1993 com o intuito de manter vivo o espírito hard rock dos anos 70, influenciada pelos grupos Voodoo e Alcatraz. Na época, Marcos Pópolo, Ronald Scott e Julio (Tio Chico) completavam a formação.
A banda cresceu com apresentações em festivais, no próprio Armazén ou em shows gratuitos, nas ruas ou no Anfiteatro Vitória Régia. Após algumas mudanças e pausas na trajetória, a Cavalo Morto lançou o CD comemorativo “Uma Década de Rock”. No ano seguinte, a banda firmou-se com os integrantes atuais.
De acordo com Alan, a proposta dos músicos foi sempre de tocar pelo prazer da música. “Sempre foi assim e sempre primamos pelos covers. Tivemos outras bandas e acho que, musicalmente, esse é nosso melhor momento. Estamos mais maduros, todo mundo toca melhor. Por isso estamos começando a compor”, revela.
Ele conta que a banda tem três músicas em “fase de acabamento”. “Mas não sabemos como levar isso. Nosso público quer ver os covers, então pensamos se colocamos as músicas para a Cavalo Morto ou se montamos uma banda com outro nome. Temos influências diferentes e tentamos mesclar. É legal, mas leva tempo para acertar. Conquistamos nosso público e isso mostra que o som é bom”, analisa o vocalista.
Mesmo com as idéias de mudanças para a banda, Alan não acredita que os integrantes consigam viver apenas de sua música. “Para o nosso estilo, acho que não. Se não tivéssemos trabalho, família, até poderíamos tocar cada dia em uma cidade, mas viver do rock no Brasil, especialmente com o som que fazemos, não é possível. Vencemos pelo cansaço, demos a cara para bater e deu certo”, analisa.
Até não agüentar
Para cada apresentação ou aniversário, a banda prepara novas músicas. Hoje, eles mostram sua interpretação para “Wheels of Confusion”, do Black Sabbath. “Nunca vimos ninguém tocar essa música e sempre tivemos essa vontade”, afirma Alan. Além de faixas de ZZ Top, Kiss, Motörhead e Pantera, o Cavalo Morto deve tocar ainda algumas pérolas que entraram em shows do início da banda, como “Space Truckin’”, do Deep Purple, e “TV Crimes”, do Black Sabbath.
“Primamos por músicas menos conhecidas. Tem coisas que nós começamos a tocar em Bauru e, até hoje, ninguém toca. Agora ‘Born to Be Wild’ ninguém agüenta mais fazer, mas sempre tem que tocar porque o pessoal apavora (risos)”.
O estilo da Cavalo Morto, para os músicos, não rivaliza com outros grupos de Bauru. “A Cavalo é uma coisa ébria mesmo; outras bandas têm rivalidade saudável, mas não tem nada a ver, são mais sóbrios. Nosso esquema é mais baixaria, vocal gutural”, frisa. Outra garantia da banda é o show de mais de 30 músicas sem sair de cima. “Não fazemos intervalo. Tem rock’n’roll para a noite inteira, uma overdose de som”, garante Alan.
• Serviço
Aniversário de 13 anos da banda Cavalo Morto hoje, a partir das 23h, no Armazén Bar (rua Quintino Bocaiúva, 2-20). Mais informações: (14) 3226-2016.